"Eu vi, eu vi a miséria do meu povo que está no Egito.
Ouvi o seu clamor por causa dos seus opressores;
Pois conheço as suas angústias.
Por isso desci a fim de libertá-los da mão dos egípcios,
e para fazê-lo subir desta terra
para uma terra boa e vasta, terra que mana leite e mel".

Êxodo 3,7-8

quarta-feira, 16 de novembro de 2016



Tema: Teologia do Aliança por meio de um texto bíblico do Primeiro ou Segundo Testamento.
Público alvo: Crianças 7a 8 anos

Duração: Uma hora. Seis semanas..
Local: Catequese.
Objetivos a serem alcançados: segue abaixo...

Recursos Pedagógicos a serem utilizados: Canções, figuras, imagens, Livro da bíblia , Textos bíblicos.
Metodologia a ser aplicada: Participativa e Dinâmica...
Textos bíblicos principais a serem trabalhados (à sua escolha):
E uma proposta de avaliação com os/as participantes( farei oralmente no segundo e último encontro)

História Bíblica: 1ºEncontro: Abraão e a promessa (com base na Leitura Bíblica: Gênesis 12.1-9. Deus faz aliança com Abraão
Objetivo da Lição: • Que a criança compreenda sobre o OBEDECER. • Saber que obedecendo a Deus, receberemos as bênçãos que Deus tem prometido. Versículo para memorizar: “...Abraão, quando chamado, obedeceu...” (Hebreus 11, 8). Penso ser importante ensinar a memorização de versículos para que a criança aprenda e acostume-se a usar a Palavra de Deus em momentos de crise ou aflição. Dê um versículo bem simples ou parte dele, caso contrário elas não conseguirão decorar ou compreender. Ainda assim o versículo deve ser explicado e pode ser repetido durante a catequese. Na lição de hoje não temos palavras difíceis.
 No início, falar brevemente sobre aliança:
Você enxerga Deus como alguém distante?
Ele está bem perto e quer uma aliança com você!!!
Mas, o que é aliança?
Inicialmente é importante explicar isto às crianças: aliança é um acordo, um pacto entre pessoas.
Neste acordo algumas coisas são combinadas e devem ser seguidas.
Deus sempre quis fazer um acordo com os homens(crianças) para ficar bem próximo dela, mas nem sempre o homem obedeceu o Senhor e rompe sua aliança com Deus.  
Mas Deus não desistiu do homem e não desiste de você!

Explique: “ Abraão, que era um homem de Deus quando foi convidado, pelo próprio Deus, para sair de sua terra e ir para um lugar onde ele nem mesmo sabia onde era, obedeceu, ele fez o que Deus mandou.” . O catequista deverá chamar a atenção da criança para o que vai ser ensinado. Isto pode ser feito de duas maneiras: perguntando alguma coisa relativa à lição, em linguagem simples, ou mostrando alguma coisa concreta e original. Sugerimos: • Perguntar: Vocês já foram à praia? (deixar que falem) • Mostrar: A areia que você trouxe e espalhar sobre o papel. Perguntar : Vocês conseguem contar os grãozinhos de areia? e as estrelinhas do céu? Na lição de hoje, vocês vão conhecer Abrão. Deus prometeu que ele teria uma “família” muito grande, como as estrelinhas do céu e os grãozinhos de areia da praia. E vocês podem ser uma dessas estrelinhas. Hora da História: Deus fez um convite especial para um homem, da família de Sem que era filho de Noé. Este homem chamava-se Abrão. Deus lhe disse: " Deixe a sua terra e os seus parentes. Vá para uma terra que eu mesmo vou lhe mostrar. Faça isso e eu farei de você pai de uma grande nação. Você será uma bênção. O mundo inteiro será abençoado por sua causa." Abrão não ficou nem um pouco duvidoso, como diz o versículo que decoramos: “Abrão, quando chamado, obedeceu...” , ele obedeceu a Deus e partiu. Abraão arrumou suas coisas, levou Sarai, sua esposa, Ló, seu sobrinho, seus rebanhos, seus escravos e todas as suas riquezas. Abraão já estava com 75 anos. Vocês já pensaram? Abrão era um homem rico, morava com seus familiares e agora ter que partir para um lugar que não conhecia?! Mas, ele não duvidou, ele obedeceu a Deus e partiu porque ele sabia que Deus cumpriria a sua promessa e que ele seria feliz. Abrão foi caminhando, caminhando e Deus apareceu outra vez para Abrão e lhe disse: "Eu vou dar esta terra para sua família e para todos que fizerem parte dela. Eles vão ser tantos como o pó da terra. Assim como ninguém pode contar os grãozinhos assim será sua família! Naquele lugar, Abrão construiu um altar para agradecer a Deus. Viram? Deus não deixou Abrão sozinho. Abrão estava obedecendo a Deus e Ele o estava guiando e abençoando. Vocês também precisam obedecer a Deus. Se vocês obedecerem a Deus, Ele sempre estará com vocês para guiar, guardar e proteger. Abrão continuou sua caminhada. Ele parava nos lugares, armava seu acampamento, depois continuava caminhando, pois estava obedecendo ao convite de Deus. Deus disse a Abrão que ele seria pai de uma grande nação, que sua descendência, sua família, seria como a areia da praia. Abrão então falou para Deus que ele não tinha filhos. Deus, então, levou Abrão para fora e disse: "Olhe para o céu e conte as estrelas, se puder. Esse será o número da sua família. "Depois de muito tempo, mesmo Abraão e Sara sendo velhinhos eles receberam a promessa de ter um filhinho que deram o nome de Isaque. Isaque foi a primeira estrelinha, o primeiro grãozinho de areia para formar aquele grande povo, o povo de Deus, aquela família que Deus havia prometido para Abraão. Vocês também podem fazer parte do povo de Deus, da família de Abraão, vocês podem ser uma daquelas estrelinhas. Sabem como? Vocês precisam obedecer a Deus, aceitar Jesus como único Deus e poderoso Salvador. Se vocês aceitarem Jesus vocês vão fazer parte do povo de Deus, vocês serão uma das estrelinhas da família de Abraão.




 A seguir, Use esta parte da catequese para recapitular com as crianças tudo o que foi ensinado fazendo uma pergunta de cada vez, esperando e ajudando-os a responder com muita paciência. -Qual foi a ordem que Deus deu para Abrão? - Qual era o nome da esposa de Abrão? -De que tamanho seria a família de Abrão? - Abrão tinha filhos ? - Deus mandou Abrão olhar o céu e fazer o que? - Como se chamou o filho de Abraão e Sara? -Como podemos ser uma estrelinha da família de Abraão? Momento atividade: atividade básica complementá-la com uma colagem. Utilizar: estrelinhas metalizadas vendidas em saquinhos na papelaria e pacotinhos de areia de rio. Pedir que passem cola no céu e grudem as estrelinhas. Pode passar cola no sulfit e colar areia e cada um escreve seu nome. A ajuda da catequista pode e é fundamental. Terminar a aula com uma oração. Pedir que as crianças ajudem a arrumar a sala. Colocar os trabalhinhos no mural com a ajuda das crianças. 

domingo, 13 de novembro de 2016

Neste Fórum vamos fazer uma reflexão sobre as  Cinco Linhas Fundamentais do tema da Aliança:
1- A gratuidade da iniciativa de Deus em fazer a aliança com o ser humano.
2- A fidelidade de Deus à aliança.
3- O perdão de Deus à infidelidade humana.
4- A fórmula característica da aliança: "Eu serei o vosso Deus, e vós sereis o meu povo".
5- A nova aliança no sangue de Jesus.
De acordo com os 5 itens enumerados, faça uma síntese pessoal sobre o tema da Aliança e depois responda:
-Que sentido tem hoje a Teologia da Aliança na sua vida pessoal, comunitária-eclesial e na vida em sociedade?

O povo da bíblia percebe Deus como seu criador e desde a criação  é Deus quem  toma a iniciativa  de fazer aliança com o ser humano. Deus é fiel a sua Aliança, desde a primeira aliança feita com o ser humano, criando-o á sua imagem e semelhança. deus sempre oferece à sua criatura os meios para retomar o caminho, não abandona seu povo e envia sempre profetas/profetizas para lembrar ao povo sua aliança.. Esse vínculo na esfera humana é feito por amizade/lealdade/solidariedade e na esfera divina o amor/ternura/ expressa a fidelidade da sua aliança. Com o coração novo o homem se dá a conhecer a Deus pela sua atitude de fidelidade à sua aliança. deus perdoa sempre, e este surge em consequência do  rompimento da aliança. da ruptura às cláusulas da aliança e como consequência a negação da relação pessoal com deus. Com frequência, encontramos nos escritos proféticos a recriminação aos rei/povo pela infidelidade à aliança, por causa idolatria. Para os profetas, idolatria está ligada a: prostituição, culto falso, injustiça e exploração. porém, não há pecado ou infidelidade que Deus não possa perdoar. A fórmula proposta da aliança é: " Eu serei o vosso Deus e vós sereis o meu povo" ou " Estarei no meio de vós, serei o vosso Deus e vós sereis o meu povo". Estas fórmulas são encontradas nas escrituras  no tempo futuro: "sereis" x presente "sou". Elas podem ter sentido duplo como: deus não a impõe, mas, deixa ao povo sua livre aceitação. Então, no momento em que o povo acolhe as cláusulas da aliança, é que deus torna o seu Deus e Israel o seu povo. A segunda é mai exigente, a iniciativa deve ser acolhida todos os dias como dom e vivida como dom. Jesus selou a Nova Aliança entre Deus e o povo por meio do derramamento do seu sangue. Em Lucas jesus selou a aliança nestes termos" Isto é o meu corpo que é dado por vós..."(Lc 22,14-20). E depois de comer, fez o mesmo com a taça dizendo: " essa taça é a Nova Aliança em meu sangue, que é derramado por vós". Lucas e Paulo(I Cor 11,23-25) se aproximam nas fórmulas. É pela participação no Pão/Vinho que nos tornamos partícipes de sua vida.
A  Teologia da Aliança é de grande atualidade pois nos faz viver já, aqui e agora a proposta de amor gratuita e dom de Deus para toda a humanidade, universo(criação) e comigo mesma. A multiplicidade de alianças feita por deus com os homens de todos os tempos tem um denominador comum: ela é livre, gratuita, dom de Deus e absoluta em salvar o ser humano, estabelecendo com ele um vínculo  e que implica adesão livre. deus quer atuar no seu plano de salvação, manifestando seu intuito de realizar esta aliança com seu povo e o mundo a cada dia. esta é a Nova e eterna Aliança que Jesus veio estabelecer, sendo fiel ao projeto ao Pai com, no e por amor. não há uma ideia única de aliança com ideias abstratas mas, numa relação vivida com o homem ao longo da história.  essa aliança/pacto é pura graça e dom de Deus que se doa a cada um de nós e sempre contará com uma resposta amorosa/livre/pessoal/comunitária de nossa parte.Que seja consciente, responsável, livre, acolhedora, fiel, amorosa. De certa forma, a teologia da Aliança em minha vida é o sinal irrevogável de Deus Amor/Salvador para minha vida pessoal e comunitária. Deus que, apesar de mim, me ama incondicional e deseja ardentemente que eu corresponda a esse amor de forma inteligente, consciente, comprometida com a sua obra. De minha parte eu respondo: Tu és o meu Deus, e eu sua filha meu Senhor.


Data: 13-11-16

Leitura Orante da Palavra – Citação: João 2,1-11




1° passo – LeituraO que o texto diz?

No terceiro dia, houve uma festa de casamento em Caná da Galileia, e a mãe de Jesus estava aí. Jesus também tinha sido convidado para essa festa de casamento, junto com seus discípulos. Faltou vinho e a mãe de Jesus lhe disse: -"Eles não têm mais vinho!".Jesus respondeu:-"Mulher, que existe entre nós? Minha hora ainda não chegou."A mãe de Jesus disse aos que estavam servindo:- "Façam o que ele mandar."Havia aí seis potes de pedra de uns cem litros cada um, que serviam para os ritos de purificação dos judeus.Jesus disse aos que serviam:- "Encham de água esses potes."Eles encheram os potes até a boca.Depois Jesus disse:-"Agora tirem e levem ao mestre-sala."Então levaram ao mestre-sala. Este provou a água transformada em vinho, sem saber de onde vinha. Os que serviam estavam sabendo, pois foram eles que tiraram a água. Então o mestre-sala chamou o noivo e disse:
-"Todos servem primeiro o vinho bom e, quando os convidados estão bêbados, servem o pior. Você, porém, guardou o vinho bom até agora."Foi assim, em Caná da Galileia, que Jesus começou seus sinais. Ele manifestou a sua glória, e seus discípulos acreditaram nele.


2° passo - Meditação O que o texto diz para mim?

Jesus inicia em Caná da Galileia seus “sinais” proféticos. João chama as obras maravilhosas de Jesus de sinais, nunca de milagres.O sinal não recebe seu sentido de si mesmo, mas daquilo que ele assinala. O sinal de Caná não aponta para um fornecimento espetacular de vinho, mas para a missão messiânica de Jesus. O vinho da alegria transforma-se em sangue derramado para a remissão de nossos pecados. É o início dos sinais, não a plenitude. Em João 2.4, Jesus falou que a “sua hora” ainda não tinha chegado. Sua hora será da plenitude, do amor consumado, quando disser: “Está consumado” (Jo 19.30). Portanto a manifestação de sua glória é, nas Bodas de Caná, apenas o inicial. Se, pois, os discípulos creem nele, é também de modo inicial. A fé por causa de um sinal é apenas um primeiro passo. O discipulado mostra-se no seguimento e na fidelidade a Jesus. João aponta para esse caminho, o cumprimento do mandamento do amor (Jo 13.34). Me pergunto: Como estou vivendo o vinho da alegria/fé, que apesar de mim e das circunstâncias à minha volta estou vivendo? Minha alegria esta conforme a proposta de Jesus? Minha alegria é capaz de transformar minha realidade, onde quer que eu me encontre? Minha alegria é capaz de ser p o irmão assim como Jesus o é?

3° passo - Contemplação O que a Palavra me leva a experimentar?

Experimento que, apesar do meio em que vivo, suas divergências e tribulações, eu posso me alegrar em Jesus. Porém, uma alegria comprometedora e consciente . É libertador registrar que o primeiro milagre de Jesus nos faz festejar. Quebra nosso moralismo e nossa falsa sensibilidade social. Jesus penetra em nossos momentos de alegria e nos assegura que diante de Deus e entre nossos semelhantes podemos nos alegrar. Ele próprio se alegra junto conosco. Mais ainda: ele intensifica nossa alegria, transformando o conteúdo de nossa celebração. Sem dúvida, também é importante que notemos: a alegria do presente, por maior que seja, na melhor das hipóteses é parcial e fica bem aquém daquela que nos está reservada na consumação do Reino, que é plena e total. Sim, nossa alegria e nossa celebração podem ser abusadas e desvirtuadas, voltando-se contra nós mesmos e nossos próximos. Podem até ser utilizadas como instrumentos de opressão. Assinalo aqui tantas "alegrias" das quais o próximo é o mais agredido no sentido de opressão, escravidão entre outros. Mas mesmo onde nosso festejar( seja onde e qual "festa" for) é legítima e alegre expressão de nossa necessidade corporal e psíquica, mas ela ainda não é( nossa alegria) não é ainda total, e encontra-se em tensão com a realidade do sofrimento, da dor, da falta de sentido e da injustiça. Vou cantar sorrindo, para não chorar. Muitas vezes em nossa comunidade e em nossas celebrações chegam até a ser tragicômicas, porque são apenas uma pálida e pouco convincente máscara para nossas frustrações. Tristeza não tem fim; felicidade, sim. Contudo, mesmo assim, podemos nos alegrar numa alegria livre e natural. Jesus comparece a nossas festividades como àquele casamento em Cana da Galiléia. Compartilha e dignifica, portanto, toda alegria humana. Não registramos em seu festejar nenhum abuso de si próprio e de seus semelhantes. Mas também nele observa-se uma incrível tensão com a realidade do mal no mundo. Há em nossa história — o primeiro dos sinais de Jesus — uma enormemente tensa relação entre a maravilhosa transformação de água em vinho e a sombria admoestação de Jesus a sua mãe: Minha hora ainda não chegou! Como a hora de Jesus é o seu ser elevado à cruz, revelação de sua glória, concluímos: aquele que aqui festeja é o mesmo que será executado; aquelas pessoas que aqui se deleitam com seu vinho, são as mesmas por quem dará sua vida. Festa e doação de vida estão intimamente entrelaçadas em Jesus. Não é, portanto, nenhuma alegria anestésica, nenhuma manobra diversionista, nenhuma aliança com poderes opressivos, mas apenas a alegria que brota da espontaneidade do amor, disposto também a em solidariedade sofrer. Já esse primeiro dos sinais de Jesus revelou a sua glória; e os discípulos creram nele. Foi um grande milagre, mas é seu conteúdo que interessa, não sua forma. Jesus operou um grande milagre não para provocar a fé mediante a prova de seu poder — Jesus recusa esse tipo de sinais. Foi uma manifestação, não a prova de sua glória. Não foi um espetáculo global. A TV Globo faz muito show, e pouco conteúdo, muita água e pouco vinho. Em Jesus bem ao contrário: muito vinho, e pouco show. A maioria dos convidados pôde festejar e se alegrar, mas nem sequer se deu conta de que estava participando na glória de Jesus. Apenas os discípulos, que já o seguiam, creram em sua glória. Posso traçar um paralelo com relação entre comunidade cristã e coletividade. Todos podem festejar; apenas a comunidade cristã se dá conta de que Jesus é a fonte e o conteúdo de sua festa. Apenas ela se dá conta de que já ocorreu a radical mudança: água em vinho, isto é, o antigo meio legalista de salvação, a água para o rito judaico da purificação, transforma-se no vinho, esse maravilhoso símbolo do tempo messiânico de salvação. Que contraste entre o rígido rito da lei e a descontraída festa da graça! O Reino de Deus irrompeu no meio das angústias e perversidades do mundo. Desde então a comunidade cristã é uma comunhão de celebração, alegre festejo de fé. Não uma alegria plena, total, porque esta ainda vai chegar nos fins do tempo, com Cristo que virá. Hoje, em nossas comunidades, infelizmente...ainda.... essa celebração está muitas vezes encoberta por uma forte racionalidade que dificulta a expressão da ludicidade. Há ainda muitas divergências, poder, vaidade, opressão, desigualdades, injustiças, entre outros, ou seja, a falta do vinho da alegria em Jesus está escassa e frequentemente pouca comunhão. Aceitemos a transformação de todas as águas de nossas precariedades em vinho puro da glória de Jesus. Que a partir de mim eu possa lutar e aceitar essa transformação estendendo à minha vida comunitária, familiar e social por uma sociedade melhor, mais justa e igualitária.


4° passo - Oração O que a Palavra me leva a falar com Deus?


Peço ao Espírito Santo, que ilumine a minha mente, dando-me discernimento para perceber que em meio à tragicidade da vida, eu posso e devo me alegrar comigo e com o outro, onde que que eu esteja porque o vinho puro da Glória de Deus está próximo. Espírito Santo, me ensine que posso e devo me alegrar com consciência, criticidade boa( aquela que não fere, mas constrói e soergue o outro), uma alegria cuidadosa e amorosa, paciente, que saiba esperar o tempo do meu irmão(ã). Espírito Santo, dai-me uma alegria crente em Jesus: Noivo, Salvador, Amoroso, que nos dá o Vinho Novo da alegria, neste Deus que me ensina pela Palavra, a viver e perceber a Festa da Graça já, aqui e agora, na minha vida e na comunidade onde vivo. Obrigada Espírito Santo, pela luz da Palavra Senhor, que ela possa ser em mim frutuosa!Amém.


5° passo - Ação
O que a Palavra me leva a viver?


Quero levar o vinho da alegria/amorcomprometido, onde quer que esteja, ao que se encontra vazio, triste e sem esperança. Partilhar e festejar com meu imão(ã), a Festa da Graça em Jesus Cristo. O Noivo que nos traz o vinho Novo da Graça,da alegria, do Reino que vai chegar!

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Atividade (4): Releitura da Aliança no Segundo Testamento


Atividade (4): Releitura da Aliança no Segundo Testamento
a) Com base neste trecho, e citações bíblicas:
“Este cálice é a nova aliança, no meu sangue, que é derramado em favor de vós”
Mc 14,22-24
Mt 26,26-28
Lc 22,19-20
1Cor 11,24-25

b) Faça um texto argumentativo, respondendo a seguinte questão:
Porque, no Segundo Testamento, a nova aliança se dá contexto da Última Ceia (Ceia do Senhor / Eucaristia)? Justifique.

Dica: Para ajudar na construção do seu texto, leia os artigos propostos:

1) HUGLES, Tomaz. “Este cálice é a nova aliança no meu sangue”. In: REVISTA ESTUDOS BÍBLICOS. As Alianças na Bíblia. 90. 2006/2. p. 42-49.
2) CUNHA, Elenira. “Aliança em Paulo e Hebreus”. In: REVISTA ESTUDOS BÍBLICOS. As Alianças na Bíblia. 90. 2006/2. p. 60-67.

 Entre o povo de Israel o termo 'Berît' (aliança) significa uma relação de solidariedade em duas partes, com deveres e obrigações para ambas. Ela foi traduzida pela palavra grega: 'diatheke' que significa aliança/testamento/pacto. porém, a menção do termo aliança no Segundo Testamento, não é muito frequente(aparece em torno de 33 vezes apenas), predominantemente nos Escritos Hebreus e Cartas Paulinas. No Mundo Antigo, uma aliança assim tinha algo de caráter sagrado por estar sob a proteção da divindade. Divindade não apenas sobre protetora da aliança, mas também sendo um dos parceiros, como acontecia entre Deus e o povo. Deu é e sempre será fiel mesmo se a outra parte romper com a aliança. Esta noção importante na Teologia de Israel, foi um dos conceitos usados também por Jesus, para  clarificar o sentido último de sua missão: vida, morte e ressurreição.  Situar a celebração da  Nova Aliança no contexto de uma refeição comunitária, traz fortes ecos das celebrações de alianças na Antiguidade e em algumas passagens do Primeiro testamento. Era frequente um dos parceiros misturarem o sangue um do outro, ou mergulhar as mãos numa  bacia  cheia de sangue, daí surge a expressão " o sangue da aliança" (cf. Ex 24,8; Zc 9,11). Para o Hebreu o sangue era a sede da vida(cf. Lv 17,14; Dt 12,23), os parceiros misturando o seu sangue tornavam-se uma só alma. Não era raro tomar uma refeição comum (cf. Gn 31,46.54;26,28.30; Js 9,14; 2 Sm 3,20). Percebe-se aqui muitos elementos  da celebração de uma nova aliança que fariam parte do pano de fundo dos gestos de Jesus com seus discípulos na Última Ceia. Depois de ter tomado e distribuído o pão com as palavras " tomai e comei, isto é o meu corpo", Jesus toma o cálice de vinho o abençoa e passa aos seus discípulos.
Em Marcos esta fórmula é mais breve:" Isto é o meu sangue, o sangue da aliança, que é derramado em favor de muitos" (Mc 14,24);  Mateus acrescenta um elemento:" para a remissão dos pecados" (Mt 26,28); Lucas/Paulo adicionam :" este cálice é a nova aliança no meu sangue" (Lc 22,20; 1Cr 11,25), e somente Lucas encontra-se o acréscimo: "que é derramado por vocês". Desde os primeiros séculos os discípulos(as) de Jesus se reuniam regularmente para celebrar a ceia do Senhor depois de sua morte e ressurreição. Ao longo dos séculos desenvolveram muitas Teologias diferente dos sentidos da  celebração da ceia nas diversas igrejas, mas não se pode negar a importância desses relatos para uma compreensão nossa do sentido da Nova Aliança, da vida, morte e ressurreição de Jesus e suas implicações para a vida e missão das comunidades de hoje. Aliança não é letra morta, é dinâmico e envolve duas partes e tem consequências práticas para a vida. Para a comunidade cristã, a aliança não é letra morta, mas uma realidade espiritual, obra do Espírito Santo de Deus, afirmado por São Paulo em II Cor: "Nossa carta sois vós, carta escrita em nossos corações, reconhecida e lida por todos os homens. Evidentemente, sois uma carta de Cristo..." (cf.2 Cor 3,2-6). Portanto, a Nova Aliança celebrada na ceia não é diferente. Jesus lança um convite e um desafio. Quando Ele diz:" faça isso em memória de mim", não é apenas repetição de palavras, porém, quando novamente diz" isto é o meu corpo que é dado por vocês", a palavra grega 'soma' (corpo) não significando simplesmente corpo humano /físico, mas a vida toda, o ser humano total. Na verdade, Jesus convida os seus a viverem essa Nova Aliança, seguindo seu exemplo, não somente celebrando uma ceia refeição/ ritual comum, mas doando as suas vidas, seres ao projeto do reino que é a força motora  de toda atividade de Jesus e que lhe custou a vida. Para compreender esta palavra:"fazei isto em memória de mim", a  lingua portuguesa é muito pobre e não alcança a grandeza  que elas contém. No hebraico,"fazer em memória" significa tornar presente de novo, participação concreta na realidade daquilo que se comemora. Sendo assim a celebração da Nova Aliança exige que, como o Mestre doou toda a sua vida para a humanidade, e simboliza isso na refeição partilhada, assim os seus devem fazer o mesmo. O sangue de Jesus que sela a Nova Aliança, é a sua vida doada, consequência de sua vida vivida em fidelidade ao projeto do Pai e que leva a vida definitiva na  Ressurreição. Contudo, participar da ceia eucarística não deve ser mera devoção, individual e intimista, mas uma participação de pessoas que querem " fazer em memória do Senhor" na comunidade. Viver como Jesus viveu e fazer o que ele fez se doando até as últimas consequências, lutando por um mundo melhor sonhado por Deus. Quando na páscoa cantamos: "o cálice por nó abençoado, é a comunhão com o sangue do Senhor", é a comunhão com o sangue do Senhor? o pão que partimos não é comunhão com o corpo de Cristo?( 1 Cor 10,16). Então, a Aliança é uma via de duas mãos, tem como consequência que a comunidade/Igreja se esmere, apesar dos pecados, fraquezas, no projeto de Jesus, que veio para que todos tenham vida vida, e vida em abundância". Participar da ceia sem estar devidamente preparado, é o que diz São Paulo em (1 Cor 11,27)"comer o pão e beber o cálice do Senhor indignamente".
Concluindo, a comunidade da Nova Aliança, se cumpre por obra do espírito santo que faz dos que nele creem, filhos(as) de Deus. Em Jesus, Deus nos escolheu antes da fundação do mundo para sermos santos e irrepreensíveis em seu amor, nos predestinou para sermos filhos adotivos em Cristo, conforme sua vontade, para seu louvor/honra/glória, com a qual em Jesus nos agraciou ( Ef 1,4-6). Deus nos criou para realizar seus desígnio salvífico. A aliança em e por Jesus é a "razão" e o fim pleno pelo qual Deus nos criou. Esta iniciativa é plena e total de Deus, do seu amor para conosco. Para a comunidade cristã, essa iniciativa culminou na morte, paixão e ressurreição de Cristo, e que continua até hoje na doação do seu corpo e sangue pela Eucaristia(reconhecimento e ação de graças). A morte sacrifical de Cristo levou à plenitude todos os sacrifícios. Ele estabeleceu um vínculo definitivo e renovado entre Deus e os seres humanos. A Eucaristia é a Nova Aliança, doação definitiva,  irrevogável em Deus/Cristo, para toda a humanidade. Jesus fez um sacrifício de expiação para todos(Is 53,10). E os homens sem merecê-la ou exigi-la recebe a salvação, o qual faz de Jesus, a "disposição"  do seu amor fiel e decisivo para todos. Todo homem, se quiser, com fé, pode angariar sua salvação eterna oferecida por Jesus. Somos capazes de viver e morrer com Cristo por seu amor/doação mediante dom  do Espírito. Na Eucaristia, cumpre-se então toda história neotestamentária de forma sublime, das alianças de Deus com seu povo: nasce um povo novo da Eucaristia, a Igreja. São Paulo vê em Abraão e Jesus uma continuidade, a mesma aliança foi cumprida de forma 'Nova', plena e definitiva em Cristo. Aliança: privilégio/dom de Deus a Israel mas, estranha aos pagãos. Na polêmica com os judaizantes diz: "(...) ora,as promessas foram  asseguradas a Abrão e à sua descendência, a um só:  e a sua descendência, que é Cristo. Em Gl Paulo usa o termo 'diatheke' com duplo sentido: palavra 'testamento' à 'promessa' , conferindo a nós direito de herdar."Uma lei vinda 430 depois, não invalida um testamento anterior, legitimamente feito por Deus, de modo a tornar nula a promessa.Porque se a herança vem pela lei, já não é pela promessa. Ora, é pela promessa que Deus agraciou Abrão. Para Paulo, foi em Jesus que de fato, cumpriu a lei definitiva, ao tornar o ser humano livre por sua morte e ressurreição. Tornando-nos verdadeiramente filhos(as) de Deus. É a existência do ser humano, como a 'destinado' as ser livre, filhos(as)amados do Senhor, que pressupõe esta 'Nova' aliança, não somente aquela de pedre(tábuas da Lei), mas a do Espírito, escrita no coração. Já para os Hebreus há descontinuidade das alianças, antiga e nova, sendo a primeira antiquada e superada a sendo  substituída pela segunda. Para os Hebreus, Jesus é o  Sumo Sacerdote por excelência, o mediador superior a Moisés. A morte de Cristo não foi sacrifício  ritual mas dom  de si mesmo, tornando-o perfeito, restabelecendo a comunhão de vida entre Deus e nós. Portanto, nesta doação sincera e total de Jesus Cristo, inicia-se um novo céu e uma nova terra. Em Apocalipse trata-se de nova criação, retomando a fórmula inicial característica da aliança:" vi então..." (Apc 21,1-3). O Cordeiro=Noivo, a Jerusalém=Noiva,mulher, a cidade(  refere-se  ao contexto do amor conjugal, cujo centro está à nova humanidade: o povo de Deus renovado) cidade santa, formosa e feliz.