Wiki do Grupo 04
GRUPO 04
COMPONENTES
1-Adriano Ferreira Bueno
2-Josefa Amério Rolim
3-Maria do Carmo de Castilho Vicente
4-Marisete de Almeida P. Barbosa
5-Simone Ribeiro de Melo
6-Terezinha Cecchin
7-Vânia Tilia Miranda
Data: 25 de Outubro de 2016
I- TEMA:
PESQUISA DOS BLOCOS DO PRIMEIRO TESTAMENTO: Pentateuco, Livros Históricos, Livros Poéticos / Sapienciais e Livros Proféticos
II- COMANDO:
Realizar
um panorama de Releitura da Teologia da Aliança, conforme os quatro
blocos do Primeiro Testamento (conforme a divisão da Bíblia de
Jerusalém). Cite e trabalhe ao menos dois textos bíblicos (ou mais) do
Primeiro Testamento conforme o bloco escolhido, respondendo estas três
questões:
1) Como a experiência do Aliança é retomada em cada texto bíblico?
2) Que imagens, noções ou visões de Deus, revelam estes textos de releitura do Aliança.
3) Quais são as palavras / ideias chaves que surgem, e o que se conclui destas releituras.
RELEITURA DA ALIANÇA NO PRIMEIRO TESTAMENTO
No
Primeiro Testamento temos vários escritos que evidenciam a trajetória
do povo rumo a terra prometida. No entanto, as muitas narrativas sobre
os acontecimentos no deserto ou montanha (como: Ex 19-24) são, sem
dúvida, testemunhos importantes sobre a experiência da aliança de Deus
com o seu povo. A manifestação solene de Deus se dá em meio a trovões,
relâmpagos, tremores e intensa fumaça. Tudo isso precedeu ao
pronunciamento de Deus sobre as Dez Palavras (Decálogo). Depois, Deus
entregou-lhes o Código da Aliança que contém as leis morais, religiosas e
sociais sobre o altar, os escravos, o homicídio, golpes e ferimentos,
roubos de animais, delitos que pedem indenizações; a violação de uma
virgem; a lei sobre as primícias e os primogênitos, os deveres para com
os inimigos, o ano sabático e o sábado, as festas em Israel, entre
outras narrativas que apresentam Deus criador, libertador, Deus de
promessa e de Aliança, de fidelidade com seu povo, os quais estão
narrados na história da vida dos povos em diversos lugares. Abordaremos
então neste estudo os Livros do Pentateuco; os Históricos; os Poéticos /
Sapienciais e os Proféticos
BLOCO 1: LIVROS DO PENTATEUCO
Nestes
livros encontram-se as histórias e leis que foram escritas durante seis
séculos reformulando, adaptando e atualizando tradições antigas e
criando novas. Nas narrativas tanto as histórias como as leis giram em
torno de um centro: "O ATO LIBERTADOR DE DEUS NO ÊXODO", que é o ato
fundante do povo de Israel. As histórias nele contidas são, na maioria,
histórias que nascem no meio do povo dentro das famílias, de Clãs e de
tribos. Elas procuravam transmitir oralmente de geração em geração
ensinamentos e fatos. Essas histórias mais tarde foram reunidas,
modificadas e interpretadas para que todo o povo de Israel pudesse se
espelhar nelas a fim de que se despertasse nele a fé em Javé, O DEUS
LIBERTADOR.
Sendo
uma História Sagrada em que se manifesta a presença do Deus da Aliança
na vida do seu povo, o Pentateuco desenvolve-se a partir de três fatores
principais: a epopeia do Êxodo, a Lei do Sinai e a fé num Deus único.
Pode-se
dizer, a título de melhor compreensão, que desde Êxodo 1,1 até Números
10,10 (incluindo todo Levítico) é de se destacar a natureza e os termos
do relacionamento (entre Deus e a nação escolhida) selado com a Aliança.
Conforme Bernardo Gianluigi Boschi: "A uniformização do dois temas
bíblicos do Êxodo e da Aliança poderia parecer evidente à primeira
vista, com base no lugar que ocupam no Pentateuco: Êxodo, Levítico,
Números e Deuteronômio, depois do Gênese, tratam quase exclusivamente
destes temas, expondo com o Êxodo toda a experiência do povo de Israel
conduzido por Moisés do Egito às estepes de Moab além do Jordão, e com a
Aliança aquela especificamente “sinaítica”, à qual se referem os
capítulos que vão de Ex 19 a Nm 10" (Problemas E Perspectivas Das Ciências Bíblicas, Ed. Loyola, 1993, p.153).
PENTATEUCO: compreende livros em cinco volumes: Gênesis; Êxodo; Levitico; Números, Deuteronômio
1- GÊNESIS: A origem do universo ( o mundo e a humanidade); EM GÊNESIS TEMOS a Origem do mundo; : A narração da história das origens da humanidade do povo de Deus (Gn 1-11 ).
-A
Origem do povo de Deus ( Patriarcas e Matriarcas); No capitulo 12,50
fala da história dos patriarcas Abraão, Isaac, Jacó e José; cujos os
filhos são ancestrais das doze Tribos de Israel : a José. Um dos filhos
é consagrado todo o final do livro de Gênesis ( 37 a 50, exceto 38 e
39); Este livro começa narrando a Origem do Universo, da criação do
mundo e de todos os seres vivos. Uma história primitiva, a história dos
antepassados. (Gn 1,11)
- A história do povo no Egito- Moisés
- A história da saída do povo do Egito: Êxodo
- As histórias contadas nos livros Pentateuco ou Lei (Torá): Gênesis, êxodo, Levitico; Números e Deuteronômio.
2- ÊXODO: Os textos do Êxodo tratam da saída do povo do Egito
e relatam a sua vivência cotidiana da escravidão neste período. Este
escrito descreve a travessia entre o Egito e o monte Sinai e termina
narrando a construção da Tenda ou Tabernáculo, onde Deus habitará.
O livro está assim dividido: -Libertação do Egito; -Caminho pelo deserto do Sinai; -A Aliança do Sinai.
Na Bíblia hebraica, esse livro se chama Nomes, porque começa relatando os nomes dos filhos de Jacó que desceram para o Egito.
Na
Bíblia grega recebeu o titulo de Êxodo, que significa saída. Esse
titulo resume o conteúdo do livro: a saída ou libertação dos israelitas
do Egito. Porém, o livro não narra apenas a saída do Egito, mas
sobretudo, a manifestação de Deus na montanha do Sinai e a Aliança. A
libertação é narrada nos 15 primeiros capítulos.
O
livro é a continuação do Gênesis e após descrever rapidamente a
situação humilhante dos israelitas no Egito, começa a narrar a história
do libertador, Moisés.
I- Opressão: Projeto de morte- Surgimento de um povo ( Ex 1,1-7)
A
opressão paralisa o povo: que é explorado, tem medo. Pode-se perceber
que o povo luta pela vida dentro de um sistema opressor ( Êxodo 1,1-22)
II- Libertação - Projeto de vida. Deus ouve o clamor do povo que é oprimido; Deus responde a este clamor; e Deus desce em socorro do povo..
III- A Marcha para a liberdade dificuldades e perigos.
A
criação não é mero capricho de Deus, mas um gesto de amor. A semana é
apenas um artifício literário para ensinar que tudo o que existe é obra
de Deus e quer reforçar o descanso sabático.- O sábado foi feito para o
homem não o homem para o sábado ( Mc 2, 27).
3- LEVÍTICO: Nestes
escritos estão contidas as leis dos sacerdotes da tribo de Leví. O nome
Levítico vem da tradução grega, a Septuaginta e significa (o Livro
dos) Levitas. Os levitas, porém, não são os personagens principais do
livro. O título destaca mais a utilidade do livro para os levitas em seu
ministério como líderes do culto e mestres da moral. O livro está
situado no coração do Pentateuco como se fosse o coração da Lei. Todas
as leis nele recolhidas são consideradas como dadas por Deus no monte
Sinai durante a celebração da Aliança.
O
último versículo de Levítico localiza o livro em seu contexto nas
Escrituras. “Estes são os mandamentos obrigações prescritas pela aliança
que o Senhor Javé, o Deus da Aliança deu a Moisés - o mediador da Aliança, no monte Sinai o local da Aliança para Israel o povo da Aliança”.
Assim, não se pode compreender Levítico à parte do propósito de Deus para seu povo da Aliança.
4- NÚMEROS:
É
um escrito que fala do recenseamento. O Livro dos Números fala da
travessia do deserto, até a entrada na terra prometida. Chama-se assim
porque começa com a contagem do Povo de Israel (por causa dos
recenseamentos apresentados, sobretudo nos capítulos 1-4 e 26). Descreve
os últimos vinte dias passados no monte Sinai, os trinta e oito anos no
deserto perto de Cades-Barneia e os seis meses na região de Moab
destacando a rebelião do povo e as provações durante a jornada no
deserto.
Javé
usou as dificuldades no deserto para que o povo se habituasse às
batalhas que enfrentariam na conquista da terra prometida e se
organizassem em um exército ordenado e poderoso. Além disso, o livro
narra a dura experiência de desobedecer às ordens do seu Goel, servindo
como material didático às futuras gerações de hebreus.
5- DEUTERONÔMIO:
É
um escrito que trata do significado da segunda Lei . A palavra
Deuteronômio significa segunda lei, mas a designação greco-latina
sintetiza bem o conteúdo deste livro, o qual, mais do que um final do
Pentateuco, parece representar sobretudo o começo de uma nova maneira de
escrever a História do Povo Eleito.
O
tema central é a exortação ao povo de Israel a ser fiel à Aliança como
condição para possuir a terra. Defende a centralização do culto, dentro
do princípio da aliança, da forma como os profetas evidenciaram. Mesmo
insistindo na observância das leis, não se deixa de salientar a
responsabilidade da consciência individual e o compromisso pessoal, que a
fé no Deus único exige.
Nesse
livro verifica-se que Deus fala por meio de Moisés para uma nova nação
que estava próxima de tomar posse da terra prometida, “[...] Moisés
falou aos israelitas tudo o que o Senhor lhe mandara dizer, [...]”
(versículo 3).
I- COMO A EXPERIÊNCIA DA ALIANÇA É RETOMADA EM CADA TEXTO BÍBLICO?
EM GÊNESIS: (Gn 1,1 a 2 ,4b-50). A
aliança é um ato gratuito por parte de Deus, que nos ama de forma
incondicional. Pode-se dizer que a primeira aliança foi feita conosco
pela criação. É a primeira manifestação do amor sem limites de Deus para
com os seres humanos e com todo universo.
A
experiência acontece a partir da origem do mundo e de toda humanidade
quando Deus cria o homem e a mulher. Neste livro se vê a importância do
Homem e da mulher como inicio do projeto de Deus. (Conferir em Gn 1,1 a
4a). Deus cria os seres humanos Homem/mulher à sua imagem e semelhança (
Gn 1,1). Vejamos que, neste inicio da criação, o homem e a mulher são o
centro de toda criação. Temos também neste texto a
origem do povo de Deus - É a promessa de uma descendência- marcada pela
história dos Patriarcas ( Gn 12,50), as raízes do povo que dentro do
mundo será o portador da ALIANÇA entre DEUS E A HUMANIDADE. Assim diz a palavra: “Estabelecerei
minha aliança entre eu e tu, e tua raça depois de ti. A ti e a tua raça
depois de ti, darei a terra em que habitas, toda a terra de Canaã
como possessão perpétua, e serei o vosso Deus” (Cf Gn 17,1-8). Podemos
compreender que este texto fala de uma experiência de Aliança. O próprio
Deus é testemunha, manifestando-se em Abrão Um desejo de permanecer com
ele em aliança, bem como todo os seus descendentes (Gn 17,1-27)
A CRIAÇÃO É BOA: Tudo o que ele cria é bom, (Gn 1 e 2), o mal entrou no mundo através da auto- suficiência do homem ( Gn 3);
A AUTO - SUFICIÊNCIA
(faz o mal entrar no mundo)- Esse mal cresce até afogar o mundo,
salvando-se apenas uma família ( a de Noé que foi obediente) ( Gn 4-11)
Deus retoma a aliança feita com seu povo:
(Gn 9,11-13) Deus disse a Noé: “ Estabeleço a minha aliança convosco,
tudo o que existe não será mais destruído pelas águas do dilúvio, não
haverá mais dilúvio para devastar a terra. Eis o sinal da aliança que
instituo entre mim e vós, e todos os seres vivos que estão convosco,
para todas as gerações futuras: porei o meu arco nas nuvens e ele se
tornará um sinal de aliança entre mim e a terra”
- O CAMINHO COMEÇA PELA FÉ: Em Gênesis 12,1-9, o autor aborda a História de Abraão, homem de fé cuja história está diretamente ligada a história de toda humanidade, pois ali surge então o embrião de um novo povo com a missão de trazer a bênção de Deus para todas as nações da terra. Abraão é chamado e com ele inicia-se uma etapa em que o bem vai superando o mal, até que através do próprio mal Deus realiza o bem, que é a vida ( Gn 12-50)
- O homem, porém, não foi fiel à aliança e “Deus viu que a maldade do homem era grande sobre a terra, que era continuamente mau todo o desígnio de seu coração. E o Senhor Deus arrependeu-se de ter criado o homem sobre a terra, e afligiu-se o seu coração” (Gn 6,5-6).
- A narrativa do dilúvio é uma narrativa de anti-criação, porque leva novamente a terra ao caos inicial (Gn 1,2). É pela livre iniciativa de Deus (Ele novamente repropõe uma aliança) que este livra o mundo da destruição e salva a humanidade, garantindo a ordem do cosmo; Cada vez que aparecer um arco-íris no céu, é para lembrar a aliança que Deus fez com o ser humano, e da promessa de nunca mais destruir o mundo.
- O PRÓPRIO DEUS VAI CONFIRMANDO A SUA ALIANÇA COM ABRAÃO e também COM A SUA DESCENDÊNCIA: “Estabelecerei minha aliança entre eu e tu, e tua raça depois de ti. A ti e à tua raça depois de ti, darei a terra em que habitas toda a terra de Canaã, como possessão perpétua, e serei o vosso Deus” (Cf. Gn 17,1-8).
Êxodo: ( Êx 20,1-21a) A Caminhada do povo é longa e nela existem dois senhores (Deus e O mundo )
Em
(Êxodo 19,1-8) se tem a aliança do povo sem Deus - O compromisso da
aliança são as bases de uma nova sociedade- Deus propõe ao povo livre
uma aliança e o povo aceita livremente. A única autoridade sobre o povo
quem tem é o próprio Deus. As autoridades humanas devem servir a realeza
de Deus, fazendo o povo viver de acordo com a justiça e direito. Deus
pede que sejam cumpridos os mandamentos.
Os dez mandamentos servem para que o povo de Deus seja constituído sob as Leis do Senhor.
Os 10 mandamentos-
A constituição do povo de Deus. Os três primeiros nos remetem a Deus.
Eles são o princípio de nosso pensar e agir, tratam do amor a Deus, a
nós mesmos e aos nossos semelhantes; tratam da presença de Deus através
do seu Nome; e do descanso como sinal concreto de nossa relação mais
íntima com Ele, o Senhor. O descanso preserva a liberdade e aponta para o
grande dia do nosso “estar” com Deus face a face. O que está por trás
desses mandamentos? Quais as palavras chaves, as ideias mestras? As
palavras fortes talvez sejam amor e identidade, porque elas nos remetem a
um referencial (Deus, o amor, o semelhante) em nossas vidas. Sem
referenciais ficamos perdidos, sem rumo, sem direção, sem destino. Elas
nos ajudam nisso, compreende?
A chave (ideia mestra) de leitura do quarto mandamento é a família.
Ela é o núcleo, a célula primeira da pessoa (indivíduo) e da sociedade.
A garantia de vida estável. É o símbolo forte da família que orienta,
que une, que estabelece relações afetivas e cordiais são os pais (pai e
mãe). Por isso é nosso dever e obrigação amá-los, cuidar deles, zelar,
orar/rezar por eles e os ter em grande estima. Por quê? Porque é a
origem da família. E qual a situação das famílias hoje? O sistema vem
apresentando ou realizando o amor, respeito e ajudado a família? O que
vemos nas TVs e jornais? E você, que valor tem dado a sua família? Quem
vive a aliança assume a família do jeito que Deus pensou!
O quinto mandamento
se refere à vida. Sua ideia chave é cuidar da vida. Entender o “não
matar” como “cuidar da vida”. Cuidar da vida, da existência, cuidar da
vida pessoal, familiar, social, do planeta… percebe? Tudo que fala da
vida tem a ver com esse mandamento. Não se trata de só “tirar a vida”,
bem como temos que cuidar dela.
Em
resumo os mandamentos são setas que nos ajudam a viver o plano de Deus
em nossa vida pessoal, familiar e social. Resultado: uma vida feliz, uma
sociedade mais justa, pessoas mais maduras, santas, responsáveis. Mas
isso não depende de Deus, mas de cada um de nós, como pessoas e como
coletividade.
Hoje
dentro do cotidiano em que se vive, não adianta somente se esperar que o
outro faça a diferença na sociedade, essa diferença quem tem que fazer
são todos, a começar por cada um de nós no cumprimento desta aliança
feita bem antes, pelos nossos antepassados.
Levítico: O
conteúdo do Levítico pode alinhar-se, então, em seis grandes seções,
constituindo as quatro primeiras um “Código sacerdotal”. Teríamos,
portanto, a seguinte divisão:
I. Código Sacerdotal (1,1-16,34), com as seguintes seções: 1. Ritual dos Sacrifícios
(1,1-7,38): holocausto (1), oblações (2), sacrifício de comunhão (3),
sacrifício de expiação (4,1-5,13), sacrifício de reparação (5,14-26),
deveres e direitos dos sacerdotes (6-7); 2. Consagração dos sacerdotes
e inauguração do culto (8,1-10,20): Ritual da consagração de Aarão e
seus filhos (8), primeiros sacrifícios dos novos sacerdotes (9),
irregularidades e normas sobre os sacerdotes (10); 3. Código da pureza ritual
(11,1-15,33): animais puros e impuros (11), purificação da mulher que
dá à luz (12), purificação da lepra (13-14), impureza sexual (15); 4. Dia da grande expiação (16,1-34).
II. Código de Santidade
(17,1-26,46): é um conjunto de leis introduzidas pela fórmula “Sede
santos porque Eu sou santo”, que inclui leis sobre a imolação de animais
e leis do sangue (17), leis em matéria sexual (18), deveres para com o
próximo (19), penas pelos pecados sexuais (20), santidade dos sacerdotes
(21-22), calendário das festas (23), luzes do santuário e pães da
oferenda ou da proposição (24,1-9), Ano Sabático e Jubileu (25), bênçãos
e maldições (26). Como se torna evidente, neste grande conjunto de leis
cultuais, quase metade do livro é constituída pelo “Código de
Santidade” (17-26).
Num
sentido real, o livramento do êxodo estava incompleto até Israel
começar a cultuar a Deus no Sinai (Ex 3,12), cumprindo assim o alvo de
Deus para o êxodo. Israel foi libertado da escravidão egípcia e
conduzido a uma nova relação de Aliança com Deus exatamente para que
tivesse liberdade de culto. Essa experiência da Aliança também não pode
ser compreendida no Levítico à parte do desejo divino de estar com o
povo de sua aliança.
Por
duas vezes, Deus alertou os israelitas. “És povo de dura cerviz; se por
um momento eu subir no meio de ti, te consumirei” (Ex 33,5). Como um
Deus santo poderia permanecer com um povo desobediente e rebelde? Êxodo
34-40 e o livro de Levítico respondem a essa pergunta. Nesse sentido: A
forma legal da maior parte de Levítico dá a entender que ele pertence a
um texto da aliança. De fato, ele trata das exigências da aliança que
regulam os meios pelos quais a nação e os indivíduos israelitas poderiam
estabelecer e manter o devido relacionamento com Deus. Nesse sentido,
Levítico, como boa parte de Êxodo, é um corpo de estipulações da aliança
com o propósito de fechar o abismo entre a santidade de Yahweh e o
pecado da humanidade (MALKOMES, Robinson, SAYÃO, Luiz A., YOSHIMOTO, Daniel A. Manual bíblico Vida Nova. São Paulo: Vida Nova, 2001. p.184).
Números:
A partir de uma narração educativa o povo apreende a enfrentar os
desafios de Deus, vencer as tentações e animar-se a caminhar atraído
pela esperança do futuro, tudo isso tendo como pano de fundo a
experiência da Aliança. Deus conduz o povo, mas o povo tem que caminhar
para conquistar a liberdade.
Como
quer que seja, toda a narrativa está articulada dentro do binômio da
fidelidade e infidelidade à Aliança, evidenciando o movimento
quaternário da História da Salvação: o povo peca, Deus castiga, o povo
arrepende-se, Deus perdoa. Nos interlúdios do contrastante claro-escuro
que as tentações acarretam, surge o difícil papel de Moisés, como
mediador das exigências de Deus e advogado das necessidades e angústias
do povo; mas, até ele acaba por sofrer um castigo, sendo privado de
entrar na Terra Prometida, já com ela à vista. É a lei da pedagogia
divina a qual até os homens de Deus têm de se sujeitar.
Afinal,
o Livro dos Números não é factualmente histórico apresenta uma
narrativa historicizante de acentuado valor didático-pragmático para que
no drama dos seus antepassados através do deserto, o povo eleito, já na
Terra Prometida, soubesse enfrentar os desafios e as esperanças do seu
futuro, tal como o pagão Balaão, qual profeta inspirado de Israel, o
soube prognosticar (cap. 23-24). O livro dos Números é já a realização
da Aliança de Deus com o seu povo, por meio do culto.
Deuteronômio: A
terra nunca será conquistada uma vez para sempre. Por isso, Israel
deverá sempre considerar-se como estando para entrar nela e, uma vez
entrando, poderá perdê-la, se não for fiel à Aliança. Também em
Deuteronômio vemos o apelo do Senhor à Aliança feita por Ele com o povo
de Israel.
Em Dt 10,17-20- Veremos um
Deus grande, forte e terrível que não faz acepção de pessoas nem aceita
suborno. É um Deus justo e fiel. A geração dos que foram libertos deve
transmitir a memória aos seus filhos. Aqui ele faz um alerta a educação
familiar, a catequese, diz fala da verdadeira educação, como se deve
transmitir aos filhos as leis e ensiná-los a cumpri-la." ...17 Pois
o SENHOR vosso Deus é o Deus dos deuses, e o Senhor dos senhores, o
Deus grande, poderoso e terrível, que não faz acepção de pessoas, nem
aceita recompensas; 18Que faz justiça ao órfão e à viúva, e ama o estrangeiro, dando-lhe pão e roupa. 19Por isso amareis o estrangeiro, pois fostes estrangeiros na terra do Egito. 20Ao SENHOR teu Deus temerás; a ele servirás, e a ele te chegarás, e pelo seu nome jurarás. 21Ele é o teu louvor e o teu Deus, que te fez estas grandes e terríveis coisas que os teus olhos têm visto."
Quando
este livro foi escrito, a nação de Israel se encontrava na terra de
Moab, ao leste do rio Jordão e do mar Morto. Numa oportunidade anterior,
Israel havia falhado, por falta de fé, ao não entrar na Palestina.
Agora, 38 anos depois, Moisés reúne o povo escolhido e procura
infundir-lhe a fé que capacitará a avançar em obediência. Diante deles
está a herança. Os perigos, visíveis e invisíveis, jazem além.
Acompanha-os Deus, a quem chegaram a conhecer melhor durante suas
experiências na península do Sinai e no Monte Horeb. Moisés compreende,
corretamente, que os maiores perigos que os assediam estão na esfera da
vida espiritual; sendo assim, sua mensagem acentua o aspecto
espiritual.
II- AS IMAGENS, NOÇÕES OU VISÕES DE DEUS, REVELADAS NESTES TEXTOS DE RELEITURA DA ALIANÇA?
EM GÊNESIS-
A IMAGEM DO DEUS CRIADOR, que não abandona os seus eleitos; UM DEUS
AMOR que garante a vida (Gn 8,8). Deus cria um berço maravilhoso para
acolher todo ser vivente. Ele se preocupa com tudo o que criou, de modo
especial com o ser humano.
Deus fez uma aliança com Noé: "...
mas com você eu vou estabelecer a minha aliança, e você entrará na arca
com sua mulher, seus filhos e as mulheres de seus filhos..." (Gn 6,18)
Temos este outro texto que também fala da Aliança que Deus fez com Noé "....quanto
a vocês sejam fecundos e se multipliquem, povoem e dominem a terra...
Deus disse a Noé e a seus filhos: 9 Eu estabeleço a minha aliança com
vocês e com seus descendentes, 10 com todos os animais que os
acompanham..." (Gn 9,7-17). Vejamos que , Noé é fonte de Bênção para a humanidade, vem amenizar a maldição no solo, garantir e possibilitar a vida ( Gn5,28-29).
EM ÊXODO: A IMAGEM DO DEUS LIBERTADOR - O SÁBADO-
Jesus veio trazer a libertação e a vida em plenitude, não aboliu as
leis, porém veio trazer o verdadeiro espírito dessas leis. ( Mc 2,27). O
cumprimento da Aliança perpassa o cumprimento das leis; Deus continua a
providenciar a realização da promessa: Passo importante é o casamento
de Isaac, do qual nascerão as futuras descendências.( Êx 24, 1-67), A
esposa ideal é aquela a qual suas ações são generosas. Podemos dizer que
este livro do êxodo é ponto central do AT, é o Evangelho do AT. Como
os Evangelhos este livro contém a Boa Nova da libertação. A experiência
fundamental do povo de Israel é a experiência do Deus Libertador.
EM LEVÍTICO - A
IMAGEM DO DEUS QUE SE DOA GRATUITAMENTE E ESPERA UMA RESPOSTA DO SEU
POVO. Representa a resposta cultual do povo de Israel ao Deus da aliança
que vem ao seu povo gratuitamente e graciosamente. O autor, ao situar
todo este enorme conjunto de leis cultuais num único local e antes da
partida do Sinai, com a qual começa o livro dos Números, pretende
atingir vários objetivos: primeiro, dizer que todas as leis devem ter o seu fundamento na aliança do Sinai,graciosamente oferecida por Deus ao seu povo, e segundo que que o culto deve ser uma resposta a essa aliança;
depois, atribuir toda esta legislação à mediação de Moisés, que foi o
primeiro organizador do povo de Deus.Os ritos descritos neste livro são a
forma humana cultual possível, nesse tempo, do povo a Deus. Sua lei era
uma Aliança; era lei contratual que envolvia duas partes distintas. A
lei garantia proteção divina em caso de obediência e os deixava sem a
proteção de Deus, quando estivessem em desobediência ao Senhor. O
trágico acontecimento do Exílio diz bem da importância que o culto tinha
para este povo. Sem as seguranças que lhe vinham do rei, a Israel
restava a Lei (proclamada agora talvez nas primeiras sinagogas) e o
sacerdócio que mantinha o culto do templo, onde o povo se reunia para as
grandes festas, que faziam reviver a sua consciência de povo de Deus.
EM NÚMEROS - A IMAGEM DE DEUS QUE CAMINHA COM SEU POVO,
como acontece em Levítico, a expressão “O Senhor falou a Moisés”,
aparece em todos os capítulos do livro dos Números. No Livro de Números,
também conhecido na Tradição hebraica, como “No Deserto”, há a provação
e purificação do povo da aliança na peregrinação pelo deserto do
Sinai. O livro apresenta o Israel do deserto como Israel ideal. Mas nem
por isso deixa de narrar as revoltas sob as mais variadas formas:
murmurações, desânimo, rejeição da mediação de Moisés, descrença, etc.
Na teologia do autor, o deserto é o lugar em que Deus habita e caminha
com seu povo, mas é também o lugar do pecado, da ingratidão, da revolta
contra Deus.
Pode-se
dizer que no livro dos Números, num primeiro momento constata-se a
revelação da fidelidade e misericórdia de Javé ante a rebeldia dos
israelitas, além de revelar mais da sua natureza e caráter. Entretanto,
Javé foi o provedor fiel dos israelitas ao guiá-los pelo deserto como a
coluna de nuvem e fogo, ao supri-los materialmente e protegê-los (10,11
– 14,45; caps. 16 e 17; 20 a 25; 27,12-23; 31,1-33,49). Assim, na
preservação dos registros da fase inicial da aliança entre os hebreus e
Javé, o livro também destaca os seguintes pontos: A santidade de Javé;
Os pecados do homem; A necessidade da obediência a Javé; As
consequências da desobediência; A fidelidade à aliança estabelecida no
Sinai; A presença de Javé entre o povo da aliança; e a Soberania de Javé
entre as nações.
DEUTERONÔMIO- DEUS ESTÁ PRESENTE EM TUDO, SÓ ELE LIBERTA E É O ÚNICO SENHOR. O
Senhor Deus libertou da escravidão, deu-lhes a lei. Selou uma Aliança
com eles. São o seu povo. O Senhor exige devoção e adoração exclusivas.
Seus caminhos são conhecidos do povo. Deus instruiu Moisés para que
colocasse as tábuas dos Dez Mandamentos dentro da Arca da Aliança.
Nenhuma outra Lei foi honrada como esta, isto é, nenhum outro código de
leis fora colocado dentro da Arca. (Deuteronômio 10, 2 e 5).
A IMAGEM DE DEUS QUE SE REVELA
( Dt 26, 16-19)- A verdadeira religião consiste em viver em aliança
como o Deus do êxodo. A aliança é uma relação de compromisso mútuo, Javé
se compromete em ser o Deus do povo, aquele que dá a vida, se o povo
por em prática sua vontade, porém o centro da aliança consiste em realizar a vontade de Deus,
empenhando-se pela libertação e vida de todos, só assim o povo de Deus
passará a ser reconhecido na história como o povo sábio e em comunhão
com Deus.
O
autor ensina também que a graça recebida de Deus não deve ser em vão,
ou seja, deve fortalecer ainda mais a Aliança com o Seu povo. “[...]
É a aliança que o Senhor teu Deus faz hoje contigo, para estabelecer-te
hoje como seu povo e ele ser o teu Deus, segundo sua promessa, que
jurou a teus pais, a Abraão, Isaac e Jacó” (11-12). Nesse
sentido, uma imagem forte é a de se apresentar a Deus os primeiros
frutos que significa reconhecer que tudo é de Deus e que em tudo Ele
está presente. Esses sinais reveladores de Deus devem fortificar a fé de
Israel para que não caiam em tentações, “As coisas ocultas pertencem ao
Senhor nosso Deus, mas as reveladas são para nós e nossos filhos para
sempre, a fim de praticarmos todas as palavras desta Lei” (28).
III- AS PALAVRAS / IDEIAS CHAVES QUE SURGEM E O QUE SE CONCLUI DESTAS RELEITURAS?
Gênesis:
Surgem palavras relacionadas à origem: A Criação/ vida, Deus, Amo/
Aliança, Javé/ Povo, opressão/libertação, Promessa/fidelidade,
generosidade/ esposa; cumprimento/leis.
Êxodo: Surgem as palavras marcantes como: Faraó/ escravos/ Moisés/ solidariedade/ José/ caminhada/ libertação/ Deus Único/ igualdade., o homem/ o centro, Pecado/ mal.
Levítico: O
Livro do Levítico surgem: Leis/ culto/rituais dos sacrifícios/
obrigações/ sacerdote/ levitas, fidelidade/ Aliança.voto/ projeto/
vida/ dizimo.
- Considerando que o culto do povo aliança não pode limitar-se apenas aos ritos litúrgicos há neste livro a inserção de um “Código de Santidade”.
- A MENSAGEM DE LEVÍTICO contida em (Lv 27,1-34)
- Entretanto Lasor afirma: ”É uma função desta narrativa cumprir parte da promessa feita aos patriarcas. Deus entraria num relacionamento especial com eles."(LASOR 2003. 88).
Números:
O livro de Números apresenta uma espécie de treinamento divino para que
um povo, formado por ex-escravos, se tornasse a nação de sacerdotes
estipulada na aliança (Ex. 19). Os últimos acontecimentos no monte
Sinai antes da partida são o recenseamento dos homens aptos para a
guerra; a disposição das várias tribos no acampamento; uma série de
prescrições sobre os levitas e outras leis; a celebração da páscoa; a
apresentação da nuvem que cobre o tabernáculo. Logo depois, começa a
marcha pelo deserto sob a direção do sogro de Moisés, que conhecia bem a
região, pois era morador do Sinai.
O
livro apresenta as murmurações e lamentações do povo pelas dificuldades
da viagem. Depois apresenta uma série de prescrições sobre as ofertas
de alimento em alguns sacrifícios e sobre a violação do Sábado. O livro
pode ser dividido em três partes, tendo como base os três principais
lugares onde os israelitas acamparam: o monte Sinai (aproximadamente 20
dias), Cades Barnéa (38 anos) e as planícies de Moab (mais ou menos 6
meses): Nm 1-10,10 – no monte Sinai; Nm 10, 11-21 – no deserto entre o
monte Sinai e a região de Moab; e Nm 22-36 – nas planícies de Moab.
- IDEIAS CHAVES: O ser humano é chamado a ser relacionar com Deus, com as pessoas e com natureza;
- Bênçãos e maldição: vida ou morte_ Deus quer vida e não sacrifícios. Os homens escolhem o próprio destino ( Lv 26,1-46)
- Números: As palavras: dificuldades/ viagem/celebração/ páscoa/ acontecimentos/ hoje,/monte Sinai/ Sábado/murmurações, lamentações/prescrições;
- O Deuteronômio: Riqueza doutrinal/verdadeira fraternidade. Este livro objetiva inculcar a fidelidade de Israel a Deus, que é chamado Pai (1,31), e a estabelecer entre os membros do povo escolhido uma verdadeira fraternidade.
5- Em DEUTERONÔMIO: Em
Deuteronômio há a renovação da aliança e segunda entrega da Lei, como
preparativo para a entrada na terra prometida pela segunda geração do
povo de Deus
O PRIMEIRO DISCURSO: REVELA O PASSADO EM VISTA DO FUTURO
O Livro do Deuteronômio contém três discursos de Moisés, à beira da Terra Prometida: a Aliança de Deus é para nós, “hoje”,
portanto é preciso aderir a Deus interiormente, com o “coração”.
Finalizando o primeiro discurso de Moisés no livro do Deuteronômio, o
autor sagrado relembra a aliança feita no monte Horeb. Esta primeira
aliança é formada por estatutos e normas que vão compor a Lei que vai
dominar toda a religião de Israel conforme o versículo 5: “Vede: ensinei-vos leis e ordenações, conforme o Senhor, meu Deus, me ordenou, a fim de as praticardes na terra que ides possuir”.
O SEGUNDO DISCURSO: O FUNDAMENTO DA ALIANÇA
Em
seu Segundo Discurso (4,44-28,68): Moisés apresenta os fundamentos da
Aliança e as determinações da Lei. Ao proclamar as leis, Moisés convoca
o povo de Israel e lembra que a Aliança foi concluída com eles que
estão vivos e não com seus pais. (Ex 5,1-2)- “1 Moisés
convocou todo o Israel... disse: ouça, Israel os estatutos normas que
hoje eu proclamo aos seus ouvidos, para que s aprendam e cuidem de
praticar, 2 Javé nosso deus fez uma aliança conosco no Horeb. 3 Javé não
fez essa aliança com nossos antepassados mas, conosco que hoje aqui
estamos, todos vivos.”
E
continua dizendo que Deus se autorevelou dizendo: “Eu sou o Senhor teu
Deus” lembrando da grande libertação, retirando da escravidão e do
Egito. Esta é a pedagogia de Deus para com Israel, Ele liberta, se faz
conhecer a Si mesmo, mostrando a sua identidade pessoal, fixando um
relacionamento com Seu povo para posteriormente construir uma relação de
“amizade” com o decálogo.
No
terceiro discurso de Moisés há um relato de uma aliança em Moab,
exclusiva do Deuteronômio. Interessante observar as orientações que
Moisés faz para o povo quando estiver no exílio e a conclusão do
discurso, quando faz referência aos dois caminhos e orienta o melhor
(versículo 19): “Tomo hoje por testemunhas o céu e a terra contra vós:
ponho diante de ti a vida e a morte, a bênção e a maldição. Escolhe,
pois, a vida, para que vivas com a tua posteridade [...]”.
Israel
só será feliz e próspera se for fiel a aliança com Deus, caso contrário
só terá desgraça e acabará perdendo a terra prometida.
CONCLUI-SE COM ESTAS LEITURAS que
os livros do Pentateuco são leis que pertencem a várias épocas, são
diretivas para o povo nas diversas épocas da sua história. Todas elas
buscam nas circunstâncias diferentes conduzir a uma prática que reflita o
ideal proposta pelas normas básicas do projeto de Deus: A libertação de
todo povo de Deus e a formação de uma sociedade com libertação e vida
para todos, são leis que expressam um momento determinados da vida que
são vividas pelo povo com todos os seus conflitos, portanto essas leis
não são intocáveis, elas servem para que aprendamos um modelo ou exemplo
de discernimento nas situações cotidianas conforme o projeto de Deus.
As
narrativas convidam o povo a refletir sobre a realidade que o cerca,
como o universo que foi criado por Deus com tamanha perfeição, harmonia e
beleza. Tudo era tão maravilhoso, que até o próprio Deus ficara
encantado com a sua obra e “viu que tudo era muito bom” (Gn 1,31). Tudo o
que Deus fez bom, criou tudo e todos para viver em harmonia recíproca,
Devemos cuidar da criação com amor, da mesma forma com que Deus a fez.
No evangelho de Mateus Jesus fala da regra do ouro. vejamos: "tudo o que vocês desejam que os outros façam a vocês, façam vocês também a eles. Pois nisso consistem a Lei e os Profetas"( Mateus 7,12).
Aliança
e eleição não se separam, andam juntas. Embora a eleição venha em
primeiro lugar, ela não existe independente da aliança. Primeiro Deus
elege Israel para depois fazer com ele um pacto sagrado de compromisso
mútuo. Apesar da visão profundamente religiosa e das preocupações
teológicas mais voltadas para os problemas institucionais e nacionais,
não deixam de reclamar que o amor fraterno e a justiça social,
apresentando, são leis verdadeiramente humanitárias.
BLOCO 2- LIVROS HISTÓRICOS
A
sequência dos livros da Bíblia tem vários traços de uma longa parábola
histórica e o interesse pela História já estava bastante presente nos
livros do Pentateuco. Mas é costume chamar Livros Históricos a um
conjunto que vem depois do Pentateuco. Na verdade, só se consegue fazer
uma História de Israel em sentido atual a partir da instalação do povo
em Canaã.
I- COMO A EXPERIÊNCIA DO ALIANÇA RETOMADA EM CADA TEXTO BÍBLICO?
JOSUÉ, JUÍZES SAMUEL E REIS: São
livros que formam um conjunto coerente que relata a história do povo
desde a conquista da terra no (séc. XIII) até o Exílio da Babilônia (586
a 588 Ac). Tais livros mostram que a história de Israel depende da
atitude que o povo toma na Aliança com Deus
1- JOSUÉ: - Em seu livro pretende
mostrar que Javé é fiel à sua palavra: se prometeu, cumpre (Gn 12,1-3;
13,14-17; 15,7-21; 17,1-8). Como prometeu dar uma terra ao povo, tudo
fará para os opositores de Israel serem derrotados e as suas terras
entregues ao “povo de Javé”.
2- OS JUÍZES: Os Juízes
são chefes constituídos oficialmente, homens e mulheres
carismáticos, atentos ao Espírito do Senhor; pessoas marcadas por
uma forte personalidade, capazes de se imporem moralmente perante as
outras tribos. Deste modo, quando alguma tribo era atacada, o Juiz
congregava as outras para ir em socorro da tribo irmã. Outra função que
lhes poderia ser atribuída era a de julgar em casos especiais, função
que terá estado na origem do nome de “Juízes”.
O
tempo dos Juízes é, pois, o tempo da consolidação das tribos no seu
território, perante os inimigos estrangeiros, e o tempo das primeiras
tentativas de federação entre as várias tribos com diferentes origens
(ver Jz 24).
3- 1ª e 2 SAMUEL
se estruturam em quatro grandes etapas: conquista da terra (Josué),
confederação tribal (Juízes), instituição da monarquia (Samuel),
desenvolvimento e final dramático da monarquia (Reis).
4 - CRÔNICAS: O lugar central da dinastia davídica na História de Israel é a ideia mais importante do Cronista (2).
A relevância dada ao culto e ao templo é complementar daquela ideia
teológica. Por isso, o Cronista dá maior atenção aos reis que se
preocuparam com o culto do templo ou o reformaram: além de David e
Salomão, os reis Asa (2 Cr 14-16), Josafa (2 Cr 17-20) e, sobretudo,
Ezequias (2 Cr 29-32) e Josias (2 Cr 34-35). Esta mesma atenção é dada
pelos livros de Esdras e Neemias aos ministros do culto: Aarão e os
sacerdotes e levitas (1 Cr 9; 15-16; 23-26; 2 Cr 29-31; 35; Ne 12); mas
só o Cronista atribui aos levitas o título e a função de profetas (1 Cr
25,1-8).
O
sinal de que a fidelidade a Deus, manifestada no cumprimento da Lei e
no ritual do culto de Jerusalém, constitui o propósito fundamental desta
obra.
5- EM ESDRAS E NEEMIAS
não se pode negar ou diminuir o valor histórico das informações
veiculadas por estes livros. Concordam perfeitamente com os dados das
fontes bíblicas e profanas, como, por exemplo, os papiros das ilhas
Elefantinas (Egipto).
ESDRAS E NEEMIAS:
narram acontecimentos ocorridos logo após o edito de Ciro (538
a.C.), que permitia o regresso do cativeiro da Babilônia. Mostra a
situação difícil dos repatriados, fazem sobressair o esforço pela
restauração do povo, no aspecto material e religioso.
Contém
uma admirável mensagem doutrinal centrada em três preocupações
fundamentais: o templo, a cidade de Jerusalém e a comunidade do povo de
Deus.
Meditando
na Lei, compreende como o castigo lhe foi mandado por Deus, devido à
sua infidelidade, e como, apesar de tudo, a misericórdia divina se
mantém para com o resto de Israel, detentor das grandes promessas em
relação ao Messias. A Palavra de Deus é, assim a base da reconstrução do
povo que volta do Exílio.
Depois
do Exílio, enquanto uma parte do povo judeu se reuniu à volta de
Jerusalém, um grande número permaneceu na Babilônia e nos outros
territórios em redor de Israel: no Egito, na Assíria e nos territórios
que atualmente constituem a zona norte do Irã. O livro de Tobias nasce
dentro deste ambiente.
O
texto avança em dois níveis paralelos e concêntricos de
desenvolvimento: por um lado, o nível da fidelidade e piedade de
Tobias e dos seus familiares; por outro, a infidelidade do povo e a
impiedade dos governantes.
6- RUTE: O
Livro de Ruth é uma história bíblica em que Deus se faz presente, não
através de acontecimentos extraordinários, mas no cumprimento das
normas sociais mais comuns. Este Deus discreto, quase silencioso, não
é, porém, menos atuante e surpreendente na manifestação da sua
fidelidade.
7- O LIVRO DE TOBIAS, respira
um ambiente de fé incondicional em Deus. Para além das tribulações e
dificuldades sofridas, os personagens centrais vivem com a certeza
inabalável da presença de Deus, como condutor da História e da
recompensa que haverão de ter pela sua fidelidade.
8- O LIVRO DE JUDITE
merece atenção, pois proclama a providência de Deus para com o seu
povo, a onipotência, realeza e sabedoria universal de Deus, a ideia da
dor e do sofrimento como prova da centralidade, reverência e valor do
templo, o valor do jejum, da oração e dos atos de penitência.
O nome da heroína, Judite,
que lhe serve de título, simboliza “a judia”, expressão frágil e
desamparada do próprio Israel, sob a ameaça dos inimigos. Este livro
manifesta, sobretudo, o amor de Deus pelos pequenos, servindo-se de
todos os meios para defendê-los.
9- ESTER: Descreve
um drama da experiência de todo o povo, que se vê ameaçado de
destruição e consegue, no fim, cantar vitória. A narrativa apresenta-se
como descrição histórica, pois em 9,32 e 10,2 existem alusões
explícitas ao fato de ter sido escrito aquilo que acontecera com Ester e
com Mardoqueu.
Em
Ester condensam-se experiências de rejeição e de ameaça, cujos
resultados se transformam em memória exultante de razão e de esperança.
10- MACABEUS 1 e 2:
Relatam, a resistência histórica de um grupo de Judeus, dainte da
dominação estrangeira que ameaça destruir a identidade cultural e
religiosa da comunidade Judaica.
O1.° e 2.° Livro dos Macabeus
espelham, por meio de uma historiografia da época helenista em que o
judaísmo da diáspora se encontra e a luta dos judeus para conseguirem
libertar-se da política opressora dos Selêucidas. Para responder a essa
situação concreta e precaver da traição à fé, o autor vai buscar este
período histórico e os modelos de fé nele contidos. O Livro salienta a
missão que Deus, Senhor da História, confia a Judas Macabeu de libertar o
povo de um poder político ou de uma cultura que não respeita a fé de
Israel. Tocado pela dura experiência do tempo do domínio selêucida, com
Antíoco IV Epifânio à cabeça, volta-se para a raiz da fé, que é a
aliança do Sinai, e diz ao povo: «Deus está sempre atento e vai fazer
surgir homens corajosos e determinados, para resistirmos à imposição
dos valores culturais que ameaçam as atitudes de vida exigidas pela
aliança». Por isso, mais que descrever objetivamente o que fizeram esses
homens, o autor preocupa-se em mostrar como, por atitudes idênticas às
deles, o povo fiel pode continuar a viver a sua fé no Deus único e a
manter a sua identidade nacional.
II- AS IMAGENS, NOÇÕES OU VISÕES DE DEUS, REVELADAS NESTES TEXTOS DE RELEITURA DA ALIANÇA?
JOSUÉ: Mostra o cumprimento da promessa O DEUS FIEL que cumpre sua promessa , a TERRA É DOM DE DEUS- Há o aumento da importância do fator ‘Terra’ na trama da aliança: Javé faz um pacto com um povo nômade, a quem promete entregar uma terra que vai ser o cenário dos fatos da aliança. Sem
a terra, o povo carece de raízes para subsistência. Foi assim que todo o
israelita aprendeu a considerar a ‘Terra Prometida’ como um dom do
Senhor.
- 1° e 2° SAMUEL : Trata-se de uma “releitura histórica”
destes acontecimentos. Os elementos redacionais, ainda que mais
perceptíveis em Juízes e Reis, não estão ausentes nos livros de Samuel
(1 Sm 2,22-36; 4,18; 7; 8; 10,17-27; 2 Sm 2,10-11; 5,4-5; 7). Dentro
deste projeto teológico, os livros de Samuel sublinham três aspectos: a
origem, a natureza e as exigências da monarquia em Israel, a
importância do profeta, como intérprete e mediador de Deus, e a
centralidade política e religiosa de Jerusalém.
OS LIVROS DESAMUEL (2)-
mergulham no período mais nebuloso do tempo dos Juízes, e vai terminar
numa época mais testemunhada documentalmente. Cobre a passagem do
tempo dos juízes à monarquia, sendo talvez este o momento mais inseguro
nas suas informações. Sobressaem informações pontuais de grande valor,
não só histórico, mas também cultural (1 Sm 13,19-22) e topográfico (1
Sm 13; 17; 31). Tudo isto faz desta obra uma das fontes mais fidedignas
da História de Israel.
RUTH - A IMAGEM DO DEUS AMOROSO/ NÃO DISCRIMINA: Na história de Rute pode ver-se como o Deus de Israel,
que permitiu a uma moabita entrar na genealogia de David (e por isso
mesmo, na do próprio Jesus Cristo: Mt 1,5-17), não podia ser tão
rigoroso que excluísse as estrangeiras do seu povo.
5- O LIVROS DOS REIS(2)
é uma espécie de exame de consciência sobre o comportamento dos reis
de Israel e de Judá, pois nele se espelhava o destino de todo o povo.
Procurava-se uma explicação das desgraças que, nos últimos tempos, se
tinham abatido sobre o povo de Israel e a sua imagem de identidade – a
monarquia, o templo e a capital. A maior parte dos seus reis fez «o que
era mal aos olhos do SENHOR».
Na linguagem deutoronomista, parece referir-se sobretudo à
tolerância e aceitação dos cultos prestados a deuses estrangeiros (1 Rs
11,1-10.33; 14,22-24); mas também caracteriza os atos de culto a Javé,
realizados em santuários fora de Jerusalém (1 Rs 12,26-33). Aqui
estes livros assumem a realeza como uma grande instituição da religião
de Israel, apesar do dramatismo com que apresentam as infidelidades da
maior parte dos reis. Ao assumirem a realeza como instituição que
interfere profundamente no domínio religioso, oferecem a referência
histórica essencial para a ideia do messianismo.
III- AS PALAVRAS / IDEIAS CHAVES QUE SURGEM, E O QUE SE CONCLUI DESTAS RELEITURAS?
- Palavras:
Consciência/ Deus/ fiel/ História/ Messianismo/
infidelidade/Religião/realeza/Israel/ instituição/Reis/ Juízes/
monarquia/ templo/
CONCLUSÃO DOS LIVROS HISTÓRICOS: Os
livros bíblico históricos foram escritos para manifestar como Deus
acompanha o seu povo na sua História concreta, mesmo no meio dos mais
graves acontecimentos, como as guerras contra os povos inimigos. A
ideia teológica que ressalta estes livros é a imagem que o povo tem de
Deus, que o acompanha para o libertar.
BLOCO 3- LIVROS POÉTICOS / SAPIENCIAIS
SAPIENCIAIS: É o nome dado a cinco livros do Primeiro Testamento. Esses livros Poéticos e Sapienciais são : Provérbios, Jó, Eclesiastes, Eclesiástico e Sabedoria. A estes são acrescentados dois livros Poéticos: Salmos e Cântico dos cânticos
os quais apresentam a Sabedoria e a espiritualidade de Israel. Com base
no que se trata aqui “encontramos reflexões e expressões de sabedoria,
poesias, cantos, orações, hinos e provérbios, nos quais o povo registra
seus sentimentos e expressa sua sabedoria tirada da experiência da vida
(CATEQUIZAR, 2016)” .
O
primeiro testamento traz narrativas que nos fazem refletir sobre a
celebração da Aliança de Deus com a humanidade e os vários caminhos que
foram percorridos pelo povo eleito antes, durante e após a instituição
da aliança e também traz relatos dos momentos em que esta aliança foi
quebrada ou ameaçada pela infidelidade dos homens. A releitura do
primeiro testamento nos mostra que, ao longo do tempo, sempre foi Deus
quem estabeleceu a aliança com o povo e que Ele sempre esteve a postos
para perdoar e ajudar seus filhos.
I- COMO A EXPERIÊNCIA DA ALIANÇA É RETOMADA EM CADA TEXTO BÍBLICO?
Os escritos sapienciais/poéticos têm como base a busca da Sabedoria e o desejo de transmiti-la às gerações futuras para que sirva de guia na vida cotidiana. Estes livros querem também despertar a consciência de que Deus escolheu e amou o seu povo e quer orientar os caminhos dele. Os mesmos livros destacam o direito, a justiça e a fidelidade como prova de cumprimento e observância da Aliança. Foram escritos no período pós-exílico pelos sacerdotes e escribas que se tornaram os guardiões das tradições religiosas. Estes escritos contém normas práticas para a vida cotidiana e são uma verdadeira teologia da Aliança.
“De
acordo com Lopes (2014), “Nestes livros nós temos a sabedoria e a
espiritualidade do povo de Deus. São frutos da caminhada, das
experiências da vida, dos erros e acertos que o povo foi fazendo ao
buscar a liberdade e a vida com o projeto de Deus. Assim, a sabedoria do
povo de Deus presente nestes livros não é algo teórico, aprendido em
outros livros ou em aulas; a sabedoria é fruto da meditação e da
reflexão sobre a própria vida.”
- Provérbios, Jó, Eclesiastes, Eclesiástico e Sabedoria (livros Poéticos: Salmos e Cântico dos cânticos) É uma literatura marcada pela diferença entre quem medita e vive os estatutos da aliança e quem os negligencia. Quem os vive é justo, quem não os vive é ímpio. Nos Sapienciais/Poéticos a Aliança passa a ser identificada com o cumprimento da LEI, a vivência dos mandamentos. Esta sabedoria sapiencial perpassa o Primeiro e o Segundo Testamentos, do Gênesis ao Apocalipse.
1-PROVÉRBIOS.
Em Provérbios são apresentadas lições ou orientações para aprender a
sabedoria, a disciplina e uma vida prudente. São reflexões construídas a
partir das experiências dos autores e que ajudam a definir a relação do
homem com Deus. Ajudam a caminhar corretamente e a não quebrar as leis e
mandamentos de Deus e que regem a aliança por Ele estabelecida conosco.
Vejamos estas citações:
Provérbios 2,16-17- “
16. A sabedoria livrará você da mulher estrangeira, forasteira que
seduz com palavras, 17.que abandonou o companheiro de sua juventude e
esqueceu a aliança do seu Deus”
Provérbios 3, 1-12-
“Meu filho, não se esqueça da minha lei, mas guarde no coração os meus
mandamentos, pois eles prolongarão a sua vida por muitos anos e lhe
darão prosperidade e paz. Que o amor e a fidelidade jamais o abandonem;
prenda-os ao redor do seu pescoço, escreva-os na tábua do seu coração.
Então você terá o favor de Deus e dos homens, e boa reputação. Confie no
Senhor de todo o seu coração e não se apóie em seu próprio
entendimento; reconheça o Senhor em todos os seus caminhos, e ele
endireitará as suas veredas. Não seja sábio aos seus próprios olhos;
tema ao Senhor e evite o mal. Isso lhe dará saúde ao corpo e vigor aos
ossos.
Honre o Senhor com todos os seus recursos e com os primeiros frutos de todas as suas plantações; os seus celeiros ficarão plenamente cheios, e os seus barris transbordarão de vinho. Meu filho, não despreze a disciplina do Senhor nem se magoe com a sua repreensão, pois o Senhor disciplina a quem ama, assim como o pai faz ao filho de quem deseja o bem. “(Pr 3:1-12)
Honre o Senhor com todos os seus recursos e com os primeiros frutos de todas as suas plantações; os seus celeiros ficarão plenamente cheios, e os seus barris transbordarão de vinho. Meu filho, não despreze a disciplina do Senhor nem se magoe com a sua repreensão, pois o Senhor disciplina a quem ama, assim como o pai faz ao filho de quem deseja o bem. “(Pr 3:1-12)
2- JÓ:
Este livro é considerado por muitos a “obra-prima da literatura
sapiencial” e possui uma narrativa em prosa (inicialmente) e poética.
A
experiência da Aliança é retomada, especialmente, nos três discursos em
que se fazem ponderações e reflexões sobre a justiça divina, perdão,
confiança, fé, castigo, retribuição e sabedoria. Estes elementos são
trabalhados de forma a lembrar que honrar a aliança com Deus implica em
resistir as tentações e andar retamente nos caminhos do senhor; implica
em ter fé no Deus que é amor e sabedoria; em acreditar que a justiça
divina se realiza não como forma de punição, mas de perdão e redenção;
implica em ter sabedoria para tomar as decisões certas e resolver os
problemas conforme a vontade do Pai. O Livro de Jó é um lembrete
claro de que a celebração da Aliança com Deus não implica em não ter
mais sofrimento, mas sim em permanecer firme na fé e honrar a aliança
mesmo quando as coisas não vão bem. Jó nos lembra que a aliança
não exclui sofrimento, mas nos permite crescer e ser melhores a partir
dele (sofrimento), porque Deus sempre honrará o seu compromisso para
conosco, mas precisamos ter fé, confiança e reconhecer quando estamos
errados, pedir perdão e retomar a aliança. E ainda, com Jó reafirma-se a
verdade de que a vontade de Deus não pode ser questionada ou julgada
por seus filhos, porque Ele é sábio e soberano; e é sempre Ele que nos
procura para fazer a aliança.
3- ECLESIASTES trata
principalmente das vaidades das coisas humanas e “trata-se de um livro
profundamente crítico, lúcido e realista sobre a condição do povo, por
volta do século III AC “ (BÍBLIA PASTORAL). Relaciona-se com a aliança
porque questiona as injustiças da estrutura social e incentiva a
reflexão sobre o que é preciso fazer para realizar mudanças que levem à
justiça e a fraternidade. Estas duas são elementos que Deus trouxe ao
seu povo quando libertou-os da escravidão e da injustiça e estabeleceu
com ele a aliança.
ECLESIASTES - O
eclesiastes é um convite para destruir e construir. Destruir uma falsa
concepção de Deus e da vida, que muitas vezes é justificada por uma
concepção teológica profundamente arraigadas. O autor diz no seu livro
que: “..1 Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu.2 Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou; 3 Tempo de matar, e tempo de curar; tempo de derrubar, e tempo de edificar; 4 Tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de dançar; 5 Tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar, e tempo de afastar-se de abraçar; 6 Tempo de buscar, e tempo de perder; tempo de guardar, e tempo de lançar fora; 7 Tempo de rasgar, e tempo de coser; tempo de estar calado, e tempo de falar; 8 Tempo de amar, e tempo de odiar; tempo de guerra, e tempo de paz.” (Eclo 3, 1-8).
4- LIVRO DO ECLESIÁSTICO:
o termo berît ou diatheke, significa a Aliança retomada como promessa
divina feita a Noé, Abraão, Patriarcas, Aarão, Davi, Finéias. Não é uma
aliança propriamente dita, mas uma promessa reconhecida como
irrevogável, duradoura. A Aliança passa a ser identificada com a LEI
centrada no livro da Torah. A LEI da Torah encarna concretamente a
Aliança, a promessa e a graça divina. A circuncisão se torna o sinal da
Aliança com Abraão e o distintivo dos judeus fiéis. O Eclesiástico
ressalta que a Sabedoria vem do Senhor, Sb 1. No capítulo 44, faz
memória da Aliança feita com Noé, Abraão e outros Patriarcas. No
capítulo 45, faz um elogio bonito a Moisés. “O Senhor mesmo será sua
herança.” Todo este livro é a memória do povo de Israel, das lideranças
conduzindo-o na caminhada com o Senhor e da fidelidade do Senhor para
com seu povo Israel. A Sabedoria não é só dom de Deus, ela deve ser
cultivada e amada. Os estatutos da Aliança devem ser plantados e
cuidados nos corações para que gerem a sabedoria e o temor de Deus.
5- SABEDORIA (DE SALOMÃO):
este livro é normalmente atribuído a Salomão e é um livro
deuterocanônico. Ensina a verdadeira sabedoria e como a sabedoria
verdadeira vem de Deus. Nos 19 capítulos a aliança é retomada ao falar
da criação de um homem incorruptível e que deve viver “santamente” para
obter a recompensa no final. Isto é, deve-se andar corretamente no
caminho do Senhor e honrar a sua aliança. Em outro momento, o livro fala
da sabedoria como a presença de Deus; presença que deve ser buscada
para fugir das tentações, do pecado. A sabedoria deve ser buscada
sempre. A terceira parte relaciona-se mais diretamente com a Aliança
pois mostra a manifestação de Deus como salvador do povo, ou seja,
fala-se mais abertamente da aliança que Deus fez com a sua criação a
partir da memória do êxodo.
6- LIVROS POÉTICOS: SALMOS:
começo com o Sl 111, 5.9 onde a experiência da Aliança é retomada como
temor de Deus. E o Sl 25, 14 contém a mesma ideia “O Senhor confia seus
segredos aos que o temem e os leva a conhecer sua Aliança.” O
cumprimento da Aliança gera o justo, o não cumprimento gera o ímpio.
O Sl 70,10
identifica Aliança com a Lei de Deus, a Torah. O Sl 89 relembra a
Aliança feita com o servo Davi, jamais será quebrada; jamais violará a
Aliança ou modificará as promessas feitas.
Salmo 94, 20 a corrupção e a injustiça não combinam com a Aliança de Deus, mesmo se a injustiça é feita em nome da Lei.
O Sl 105 retoma a Aliança como prova da fidelidade de Deus “Ele
se lembra para sempre da sua Aliança, da Aliança que fez com Abraão, do
juramento a Isaac, confirmou como decreto a Jacó, Aliança eterna com
Israel.” O Sl 106 faz a releitura da Aliança do ponto de vista do imenso amor de Deus para com seu povo “Lembrou-se da sua Aliança com eles e arrependeu-se.”
Enfim,
o livro dos Salmos é um conjunto de orações e poemas belíssimos que
ajudam a manter viva Aliança de Deus com seu povo e do povo com seu
Deus, tanto nos tempos sombrios como nos tempos de festa e alegria.
7- CÂNTICO DOS CÂNTICOS:
é uma releitura alegórica da Aliança. É o símbolo de um belo diálogo
entre Deus e seu povo, diálogo que retoma o formato da Aliança.
Cântico 5 e 6 “Eu sou do meu amado e o meu amado é meu” = “Eles serão o meu povo e eu serei o Deus deles.”
O Cântico dos Cânticos revela a expressão máxima da relação de amor
entre Deus e Israel. O amado é Deus e a amada é a comunidade de Israel e
por isso é um canto da Aliança de Deus com Israel na alegoria dos dois
jovens nubentes que se procuram dia e noite: Deus procura Israel e
Israel procura Deus. São dois nubentes que vivem uma paixão
extraordinária um pelo outro.
É
maravilhoso compreender este livro nesta perspectiva, pois revela a
paixão que Deus sempre teve para com a humanidade, mesmo quando ela não é
fiel.
II- QUE IMAGENS, NOÇÕES OU VISÕES DE DEUS, REVELAM ESTES TEXTOS DE RELEITURA DA ALIANÇA?
Em JÓ vemos A IMAGEM DO DEUS QUE ENSINA POR MEIO DO SOFRIMENTO, ou seja, o que Deus que educa, como podemos constatar em “Ditoso o homem a quem Deus corrige: não desprezes a lição de Shaddai (Jo 5, 17)”.
Aparece
também A IMAGEM DO DEUS JUSTO, SÁBIO, mas também destruidor e o que
castiga. Estas imagens aparecem na narrativa do sofrimento e das
atribulações pelos quais Jó passa até encontrar a redenção.
Eclesiastes:
IMAGENS E VISÕES DE UM DEUS SÁBIO (Eclesiastes 7), protetor
(Eclesiastes 2, 24- 25) e que realiza tudo a seu tempo (Eclesiastes 3):
Provérbios:
noção de UM DEUS QUE DEVE SER TEMIDO COMO PRINCÍPIO DA SABEDORIA
(Provérbios 1,7). Figura de Deus como fonte de sabedoria (Provérbios 3,
5-6). Deus criador (Provérbios 8, 22-23).
Sabedoria (de Salomão): mostra um DEUS QUE DEVE SER PROCURADO (Salomão 1, 1-2); um Deus que é onipotente e por isso está em todo lugar (Salomão 1, 7); vê-se também um Deus que é juiz que pune os culpados e recompensa os justos (Salomão 5, 15-23); DEUS QUE É INSPIRAÇÃO (Salomão 7, 15-22); Há também a figura de um DEUS QUE É SABEDORIA EM PESSOA e que a utilizou para gerar a vida, salvar e libertar os cativos (Salomão 10, 1-21)
Sabedoria (de Salomão): mostra um DEUS QUE DEVE SER PROCURADO (Salomão 1, 1-2); um Deus que é onipotente e por isso está em todo lugar (Salomão 1, 7); vê-se também um Deus que é juiz que pune os culpados e recompensa os justos (Salomão 5, 15-23); DEUS QUE É INSPIRAÇÃO (Salomão 7, 15-22); Há também a figura de um DEUS QUE É SABEDORIA EM PESSOA e que a utilizou para gerar a vida, salvar e libertar os cativos (Salomão 10, 1-21)
Nos salmos:
A NOÇÃO DE UM DEUS QUE PROTEGE OS JUSTOS E CASTIGA OS ÍMPIOS, Sl 1 por
exemplo. Um Deus misericordioso que tira o indigente do monturo e o
salva. Um Deus que conhece a pessoa pelo nome e a ama antes mesmo de ser
gerada no ventre materno, Sl 138/139. Um Deus que perdoa o pecador que
se arrepende, Sl 50. Um Deus que espera o cumprimento dos seus preceitos
e que ande em seus caminhos, Sl 118/119; Sl 91. Um Deus protetor, Sl
90. Alguns salmos revelam a imagem de um Deus que é digno de louvor e
gratidão.
No Eclesiástico:
Deus identificado com a Sabedoria. DEUS CUIDADOR DO SEU POVO ISRAEL,
sobretudo dos seus líderes. Deus presente na caminhada e que age
constantemente.
No Cântico dos Cânticos:
A IMAGEM USADA É DE PROTEÇÃO E TERNURA Ct 8, 3.5. Lembra a caminhada
de Israel pelo deserto marcada pela presença constante de Deus. É a
imagem de um amor nupcial/conjugal apaixonante. Recapitula toda a
história de amor entre Deus e Israel.
III - QUAIS SÃO AS PALAVRAS / IDEIAS CHAVES QUE SURGEM, E O QUE SE CONCLUI DESTAS RELEITURAS?
AS PALAVRAS: Nos textos estudados de Jó, Sabedoria, Eclesiastes e provérbios , as palavras/ideias chaves são: Sabedoria, temor, obediência e fé. Nos textos de Eclesiástico, Salmos e Cântico dos Cânticos, as palavras são:
amor, temor, fidelidade, preceitos, caminho, ímpio/justo, lei, coração,
justiça, observância, testemunho, mandamentos; impiedade do povo,
aliança, memória dos patriarcas/ líderes, prática dos estatutos, cultivo
da sabedoria./eleição, amor, núpcias, fidelidade, busca, encantamento,
paixão, beleza, amado, grandeza, jardim, homem-mulher, aliança.
- O livro de Jó é para muitos um grande tratado sobre a paciência, mas não é exatamente sobre isso que o livro trata. Ele fala da experiência da fé em Deus, da confiança nele e na compreensão de que o sofrimento faz parte da Aliança e é fundamental para reconhecermos que Deus é o maior, é sábio e toma sempre as decisões corretamente para sua honra e glória. Não é um livro sobre a paciência, mas sobre a fé e a redenção.
- No livro da Sabedoria percebe-se que ela é dom divino e deve ser perseguida/almejada por todos nós, para que tenhamos condições de seguir o projeto de Deus e garantir uma existência plena de realizações.
- Em Eclesiastes e provérbios se percebe que honrar a aliança com Deus é simples: basta ter fé, obediência, humildade e sabedoria.
- Os 4 são livros com orientações sapienciais para bem viver a vida de acordo com as leis e ensinamentos de Deus.
- Nos Salmos: amor, temor, fidelidade, preceitos, caminho, ímpio/justo, lei, coração, justiça, observância, testemunho, mandamentos.
- No Eclesiástico: Fidelidade de Deus, impiedade do povo, aliança, memória dos patriarcas e líderes, prática dos estatutos, cultivo da sabedoria.
- No Cântico dos Cânticos: eleição, amor, núpcias, fidelidade, busca, encantamento, paixão, beleza, amado, grandeza, jardim, homem-mulher, fidelidade, aliança.
CONCLUSÃO DOS LIVROS POÉTICOS / SAPIENCIAIS: O
povo de Israel tomou consciência de que Deus o escolheu como seu povo e
vai alimentar esta consciência ao longo de toda a sua história. Toda a
teologia da Aliança é o testemunho de como Israel identificou a relação
de Deus com ele e dele com Deus. Nas narrativas bíblicas a Aliança de
Deus com seu povo tem as características do relacionamento homem –
mulher, duas pessoas que se amam e que se prometem fidelidade mútua. A
Aliança é sempre gratuita e da iniciativa de Deus. Mas a Aliança supõe a
prática, a vivência, não por apego a normas mas simplesmente por amor,
como resposta a uma proposta totalmente “de graça.”
Deus
toma a iniciativa, mas se eu não aceito ou não correspondo ou me
desvio, nada de extraordinário vai acontecer entre Deus e eu. Deus não
ficará frustrado, mas terei perdido a grande chance de me deixar amar e
conduzir por ELE. Estes livros também fazem um alerta aos
governantes,Reis, a responsabilidade das autoridades é muito grande, porque delas depende a vida do povo, Segundo diz livro da Sabedoria diz: “1...Escutem
reis e aprendam compreender, aprendam governantes de toda terra..2
prestem atenção,vocês que dominam os povos e estão orgulhosos pelo
grande números de súditos.3 o poder de vocês vem do Senhor, e o domínio
vem do Altíssimo...4... vocês não julgaram com retidão, não observaram
as leis, nem procedem conforme a vontade de Deus ” (Sab 6,1-5). Só a sabedoria pode conduzir a harmonia
É
sábio aquele que reconhece a Deus como Salvador e como o Grande Senhor e
também aquele que humildemente reconhece as suas falhas e busca o
perdão (a retomada da aliança). Pergunto-me: por onde anda, hoje, nossa
consciência de sermos povo escolhido de Deus? “Eu procuro o meu amado e
o meu amado me procura!” Como é isto neste século em que vivemos? Um
grande teólogo dizia: o cristão do século XXI será um místico ou não
será cristão.
BLOCO 4- LIVROS PROFÉTICOS
Os livros proféticos que serão abordados aqui são dez, entre eles profetas Maiores: Isaías; Jeremias; Ezequiel; Daniel; E Os Profetas Menores: Oséias; Joel; Miquéias; Ageu; Zacarias; Malaquias, Não Se quer dizer com isso que uns profetas sejam melhores que outros, mas sim destacar a extensão dos seus escritos. O
significados de profeta em hebraico – profeta = nabi = Significa o que
é chamado; em Grego – pro = em nome de; Phemi = falar – Significa
falar em nome de Deus. As grandes vertentes visíveis nas atividades dos profetas são: Exigência da conversão para mudar o sistema social a fim de que o julgamento de Deus não recaia sobre o povo; e O Anuncio da Esperança para encorajar e estimular o povo que tinha perdido sua terra e o perigo de perder a sua identidade própria.
1. LIVROS PROFÉTICOS:Tipos de pregação profética: (Exortações – é um apelo do coração do homem para que este evite a desventura. Geralmente começa: “escutai”; e Oráculos – tinham geralmente um tom ameaçador. Tem motivação moral e anuncia ventura ou desventura futura.)
Temas das mensagens proféticas:
Os profetas falavam principalmente aos próprios contemporâneos, mas sua
visão acerca do mundo engloba o passado, o presente e o futuro. O
profeta vê num só relance as verdades eternas e os fatos em que elas se
mostram. A mensagem de cada profeta varia de acordo com o momento
histórico em que viveram e com os ouvintes de sua pregação. Temas
principais: a salvação realizada em Cristo, o anúncio do Messias, a
glória de Deus.
- Profetas antes do exílio:
Sofonias, Naum, Habacuc, Miquéias, Isaías, Jeremias, Oséias e Amós.
Eles mostravam ao povo e reis as suas faltas; Deus os entregaria aos
estrangeiros pelas suas faltas; Exigiam a conversão do povo, para que
não caísse sobre o país o julgamento de Deus.
- Profetas durante o exílio:
Ezequiel, Isaías (40-55). Eles viveram na Babilônia. São chamados
profetas da consolação; procuram erguer o ânimo do povo, para que
retornem a caminhada e recuperem a fé em Deus.
- Profetas depois do exílio: Abdias,
Ageu, Zacarias, Malaquias, Joel, Isaias, Jonas. Incentivaram o povo a
reconstruir o templo, os muros e a cidade de Jerusalém; a eles competia
empreender a reforma religiosa, moral e social da comunidade judaica,
predizendo a glória do futuro Messias.
O
Profeta é escolhido por Deus para transmitir sua mensagem. Toda
profecia bíblica , vinda dos profetas está enraizada na relação de
amor/aliança entre Deus e seu povo. Tem tudo a ver com a fidelidade a
Deus mediante a prática da Toráh; é abrangente se apresenta como
ensinamento, orientação o caminho oferecido por Deus a seus filhos. A
figura do profeta está estreitamente ligada a ela. Considerando
Toráh=caminho reto, e estar fora dela é desviar-se do caminho proposto
por Deus. Portanto, no momento em que o povo deixa o bom caminho e se
desvia, a missão do profeta é ajudar o povo a retornar ao bom caminho.,
para observância da Toráh. Este é o desejo ardente de todo profeta.
Então opor-se ao caminho reto é é opor se ao Deus verdadeiro, se
desviando para o caminho de falsos deuses; é neste sentido que o
profeta intervinha. Ele é um homem de sensibilidade aguçada, lia a
realidade e confrontava com a verdade e vontade de Deus; estando a
linguagem profética sempre voltada para a questão da infidelidade da
aliança concluída no Sinai. Profecia é um dom de Deus como a própria
aliança.
I. COMO A EXPERIÊNCIA DA ALIANÇA É RETOMADA EM CADA TEXTO BÍBLICO?
1- EM ISAÍAS: Ele se preocupa em falar da Santidade de Deus. Só Deus é absoluto. Evidencia aqui a aliança com seu povo de Israel.
Em Isaías 54, 4-10- O autor usa uma linguagem
matrimonial para falar da aliança entre Deus e Israel. Deus é o esposo e
Israel a esposa. Como um esposo Deus fez uma aliança de eterna
fidelidade com Israel. Mas, Israel foi infiel e Deus momentaneamente o
abandonou. Mas o esposo (Deus) não esquece sua esposa (Israel). O esposo
(Deus) voltará para a esposa (Israel) e a tornará fecunda (cheias e
bênçãos) porque restabelecerá com ela a sua aliança perpetua.
Em Isaías 24,5: A
terra está contaminada pelos seus habitantes, porque desobedeceram às
leis, violaram os decretos e quebraram a aliança eterna.
Em PS: Aqui neste trecho há a quebra da aliança eterna com Javé. O povo se corrompe e desobedece às Leis do Senhor.
Em Isaías 31,1:Ai
dos que descem ao Egito em busca de ajuda, que contam com cavalos.
Eles confiam na multidão dos seus carros e na grande força dos seus
cavaleiros, mas não olham para o Santo de Israel, nem buscam a ajuda que
vem do Senhor!
Infeliz
dos que contam e confiam em seus carros e cavaleiros, e esquecem de
Javé. Não o buscam!!!! Aqui também o senhor é esquecido e trocado por
ídolos. Há aqui também a quebra da aliança com Javé.
2- EM JEREMIAS: Aqui há o confronto entre Jeremias e as estruturas sociais decadentes de sua época ( Jr 1,4-5)
- Jeremias31, 31-34: "
Eis que chegarão dias ... em que farei uma aliança nova com Israel e
Judá. Não será como a aliança que fiz com seus antepassados ...quando
tirei da terra do Egito, aliança que eles quebraram embora fosse eu o
Senhor deles..." Jeremias retoma o tempo da caminhada do
povo no deserto como tempo da juventude. Tempo de namoro de Deus com
Israel em que a noiva (Israel) era fiel. O autor chama a comunidade a
reavivar a afeição que existia entre Deus e seu povo. Recorda os tempos
de união outrora existentes e que Deus agora quer retomar com seu Povo.
- Jeremias (32:39-40): "Vou
dar-lhes um só coração...um só modo de se comportar para que me temam a
vida inteira, para a felicidade deles e dos filhos que vierem depois,
farei com eles uma aliança eterna e nunca deixarei de fazer-lhes o bem,
colocarei no coração deles o meu temor, para que não se afastem de mim " Deus agora anuncia uma nova aliança que será escrita no coração do homem. A
fidelidade a aliança nascerá no coração do homem, não mas escritas em
pedras (com a aliança feita no Sinai). Com a lei escrita no coração
ocorrerá mudança, conversão e fidelidade interior. Israel não mais será
infiel a Deus. A aliança será eterna tanto da parte de Deus como da
parte de Israel.
O autor no seu livro também usa a linguagem matrimonial, para descrever a aliança de Deus com Israel. (Jr 3,1-18: 1 )
"Se um homem se divorciar de sua mulher e depois da separação ela
casar-se com outro homem, poderá o primeiro marido voltar para ela? Não
seria a terra totalmente contaminada?Mas você tem se prostituído com
muitos amantes e, agora,quer voltar para mim?",pergunta o Senhor. 2
"Olhe para o campo e veja:Há algum lugar onde você não foi desonrada? À
beira do caminho você se assentou à espera de amantes,assentou-se como
um nômade no deserto.Você contaminou a terra com sua prostituição e
impiedade. 3 Por isso as chuvas foram retidas,e não veio chuva na
primavera.Mas você, apresentando-se declaradamente como prostituta,se
recusa a corar de vergonha. 4 Você não acabou de me chamar:'Meu pai,
amigo da minha juventude? 5 Ficarás irado para sempre?Teu ressentimento
permanecerá até o fim?' É assim que você fala,mas faz todo o mal que
pode".
3- EZEQUIEL: Ezequiel- 10-19: A
situação histórica deste oráculo não é muito precisa. Uma das tarefas
sacerdotais era determinar o que se podia considerar puro ou impuro,
consagrado ou profano (cf. Ez 44,23). São várias as citações em
Ezequiel que falam da aliança entre Deus e o Povo
- Ez 17,19: A quebra da aliança.
- Ez 37 a aliança de paz - " Farei com eles uma aliança de paz, que será uma aliança eterna. Vou estabelecê-los e multiplicá-los e colocarei meu santuário no meio deles para sempre."
- Em ( Ez 34, 25) - "A aliança de paz será restabelecida."
- Em Ez 44 temos o rompimento da aliança: (Ez 44,7 ):Aliança rompida, santuário, estrangeiros incircuncisos, profanação do templo, pão, sangue e gordura.
Ez 15,1-8: Israel considerada videira fértil, amada e escolhida de Javé.
Ezequiel
iguala os habitantes de Jerusalém à videira infiel e inútil, que será
consumida pelo exército babilônico. Jerusalém se aliou às outras nações
cometendo adultério e por isso será castigada.
Deus elege e dá a missão para transmitir sua mensagem (Ez 3,11).
Não era por livre escolha e muitas vezes rejeitava a missão tentando
fugir dela. Contudo, em meio às tribulações que sofria, era na missão
que encontrava sua verdadeira felicidade. Ele passa a ser habitado pela
Palavra Divina, fonte de toda profecia. Ele é um mediador em função da
aliança e da Toráh, sendo a mensagem de Deus revelada e transmitida
mediante ação humana.
4- PROFETA DANIEL: ( D1,6 ) A narrativa de Daniel é Apocalíptica, surge no século II a.c- a
comunidade sofre perseguições e passa por crises. Conta na primeira
parte histórias passada sob a dominação Persa; Na segunda parte ( D
7,12), o autor em linguagem própria da apocalíptica , mostra as
histórias em etapas, relacionadas aos conflitos entre as grandes
potências. Ressalta que o Reino de Deus está pra ser implantado, é
necessário ter animo e coragem para resistir ao opressor, permanecendo
fiel.
Daniel (2,43)”
O ferro que a vossa majestade viu misturado com o barro significa que
as pessoas se juntarão por casamento, mas ao se ligarão umas com as
outras, assim como o ferro não faz liga com o barro.”Trata-se de uma critica a política opressora de Antíoco IV, ou seja o seu reinado é a parte de barro ao pé da estátua.
Daniel 9,4.27 ainda diz:“
...fiz uma oração ao Senhor Deus confessando e dizendo:”Ah! Senhor,
Deus imenso e terrível, cumpridor da aliança e do amor pra com os que te
amam e observam os teus mandamentos...pecamos , praticamos ciúmes e
impiedades, fomos rebeldes e nos desviamos dos teus mandamentos...
pecamos contra tí ”( Dn 9, 4-8). :
Daniel 11, 30-32“ ...os navios de Cetim lhe virão ontra, e ele ficará com medo e voltará atrás para descarregar sua cólera contra a Santa Aliança. Ele favorecerá os que abandonaram a Santa Aliança...mas dos que reconhecem o seu Deus agirá com firmeza.”
Daniel 11, 30-32“ ...os navios de Cetim lhe virão ontra, e ele ficará com medo e voltará atrás para descarregar sua cólera contra a Santa Aliança. Ele favorecerá os que abandonaram a Santa Aliança...mas dos que reconhecem o seu Deus agirá com firmeza.”
5-PROFETA OSÉIAS: A
Aliança nos profetas Embora o termo "berît” seja normalmente evitado
nos escritos proféticos, a ideia de “aliança” como relação/parceria,
aparece de forma mais clara e nítida, com o profeta Oséias. Na
literatura profética, é Deus quem toma a iniciativa de realizar a
aliança com o povo e, ao mesmo tempo, é Deus quem constantemente a
retoma, perdoando as infidelidades do seu povo e do rei. Enfim, os
profetas desenvolvem uma ‘teologia do coração’, com a finalidade de
induzir os ouvintes, a uma adesão pessoal e interior de amar ao Senhor, e
caminhar nas suas sendas.
Em Os 8,1-
O profeta Oséias entende e fala da aliança como a relação do Senhor
para com o seu povo, e denuncia a ruptura da aliança de Israel, por sua
infidelidade. Então a aliança consiste na eleição de Israel pelo seu
Senhor mas também na dedicação exclusiva de Israel para com Deus.
Oséias
compara a própria relação matrimonial, com a relação de Deus com
Israel. Os permaneceu fiel a sua esposa infiel. De forma simbólica o
profeta descreve essa infidelidade pelos nomes de seus filhos, aos quais
Deus teria pedido a ele para chamar de: ' Lo-Ami' = '' Não meu povo'' Os 1,9;
'Lo-Huhamah' = "Não amada" Os 16. Mas o amor de deus é maior que tudo, e
por isso contradirá os nomes que refletem esta infidelidade: " Os
filhos de Judá e os Israelitas se reunirão... "Dizei aos vossos
irmãos:'Meu povo' (Ammi), e as vossas irmãs 'Amada' (Ruhamah)(cf.
Os2,2-3). O amor de Deus para com Israel é a razão, o fundamento pelo
qual Deus espera de Israel uma resposta de amor.
6- JOEL: Este
profeta nos seus escritos, convida a todos para contemplar o triste
espetáculo de uma natureza destruída por uma praga de gafanhotos, onde
todos foram atingidos e nada sobrou, nem mesmo o necessário para a
liturgia cotidiana. A comunidade ficou como a jovem que perdeu o noivo.
- JOEL: 4,17: “ Eu
sou Javé, o Deus de vocês, Que moro em Sião meu Santo Monte. E
Jerusalém será santa. Estrangeiros nunca mais passarão por ela”.
- JOEL 2, 12-13: O dia de Javé: “Ainda
assim, agora mesmo diz o Senhor: Convertei-vos a mim de todo o vosso
coração; e isso com jejuns, e com choro, e com pranto. E rasgai o vosso
coração, e não as vossas vestes, e convertei-vos ao Senhor vosso Deus;
porque ele é misericordioso, e compassivo, e tardio em irar-se, e grande
em benignidade, e se arrepende do mal. (Joel2 ,12,13)
7- PROFETA MIQUEIAS: Nos escritos proféticos o tema da aliança não está desvinculado da dimensão sócio-político-econômico.
Todo contato de Israel com seu Deus implica uma transformação moral e
espiritual interna como podemos. observar em Miquéias 3,1-12:(denúncia
contra a sociedade corrupta/injusta que oprime os mais fracos em
Jerusalém). Mq 1,7: A Vida além do seu tempo, tem como característica a
compaixão de Deus. Declara que Deus é Santo e justo e não tolerará mais a
maldade persistente de seu povo. Usa de figura de prostituição para
descrever o culto aos ídolos (Miquéias 1,7).
Mq
2,6-7: A elite de Judá contesta contra o profeta. A elite de Judá,
acredita estar no caminho certo, porém oprimem os mais fracos. " Não
profetizem! A desgraça não cairá sobre nós. Casa de Jacó foi
amaldiçoada? Paciência de Javé acabou? É isso que ele faz? A promessa
dele não é de bênção para quem vive na retidão?" Neste texto, o profeta
é contestado, por transmitir aos opressores a verdade de Deus e o que
acontecerá se não se converterem.
Mq
7, 1-7: Deus como dono da vinha, faz tudo para que o povo produza uvas
boas. Mas só encontra uvas de infidelidade (cf. Is 5,1-7) . Os
principais culpados pela violação da aliança são os governantes
autoritários, juízes envolvidos em subornos, e poderosos corruptos e
ambiciosos. Eles corrompem toda a sociedade, e a infidelidade invade a
casa e as relações familiares.
Miquéias
8-20: Esta última parte é acrescentada ao livro pela comunidade
pós-exílica, que tenta reconstruir a nação em torno de Jerusalém. O
texto contém 4 cânticos, que retomam o tema dos caps. 4-5
(pecado,castigo, conversão e restauração). A ênfase está na conversão:
reconhecer os erros do passado, retornar a aliança com Deus do êxodo e
caminhar no seu amor e na graça. No cap 18-20, termina com o canto de
confiança na misericórdia e fidelidade do Deus da aliança(cf. Ex34,6-7) O
redator final busca dar instrução e esperança à comunidade pós-exílica.
7-Em MALAQUIAS 3,1-2:
Eis que eu envio o meu mensageiro, que preparará o caminho diante de
mim; e de repente virá ao seu templo o Senhor, a quem vós buscais, o
Anjo da Aliança, a quem vós desejais, eis que ele vem, diz o SENHOR dos
Exércitos. 2 Mas quem suportará o dia da sua vinda? E quem
subsistirá, quando ele aparecer? Porque ele será como o fogo do ourives e
como o sabão dos lavandeiros.
(Mal 2,4-5) “Então
vocês saberão que fui eu que lhes fiz esta advertência para que a minha
aliança com Levi fosse mantida, diz o Senhor dos Exércitos. A minha
aliança com ele foi uma aliança de vida e de paz, que na verdade lhe dei
para que me temesse. Ele me temeu, e tremeu diante do meu nome.
8- EM ZACARIAS 9,11-12:“Quanto a você, por causa do sangue
da minha aliança com você, libertarei os seus prisioneiros
de um poço sem água.
da minha aliança com você, libertarei os seus prisioneiros
de um poço sem água.
Voltem
à sua fortaleza, ó prisioneiros da esperança; pois hoje mesmo anuncio
que restaurarei tudo em dobro para vocês. (Zacarias 11,10: 10 ) E tomei a
minha vara Graça, e a quebrei, para desfazer o meu pacto, que tinha
estabelecido com todos os povos.
9- EM AGEU - Os
exilados voltaram para a Judeia e agora enfrentam o perigo do
esfacelamento. Cada um busca seus próprios interesses e, como sempre
acontece, um pequeno grupo conquista privilégios em detrimento da grande
maioria que vive na miséria. Diante disso, Ageu convoca os chefes e o
povo a tomar posição: reconstruir o Templo como centro de vida e coesão da comunidade. Não se trata apenas de um projeto material, mas também e sobretudo de um projeto social: reativar
o clima da Aliança, de modo que o povo se una solidário e lute
corajosamente para reconstruir a vida nesse tempo difícil. Só
assim Javé estará novamente no meio do seu povo. Provavelmente, Ageu
considera o Templo em ruínas como um cadáver, em contato com o qual
pessoas e coisas se tornam impuras; é preciso reconstruir o Templo,
eliminando esse cadáver, para que Deus abençoe novamente as colheitas.
Os vv. 15-19 têm mais sentido se lidos depois de 1,15a.
Entretanto; em Ageu 2, 1-9 Fala as escrituras: "
As pessoas que viam a simplicidade do Templo reconstruído ficavam
desapontadas ao compará-lo com a suntuosidade do Templo de Salomão.
Ageu, porém, salienta que o importante não é o edifício, mas a Aliança
com Javé: «Eu estou com vocês» (v. 4). A seguir anuncia a promessa de um
destino glorioso, em que as nações e suas riquezas se concentrarão
nesse Templo. Alguns veem no v. 7 a tentativa de desviar para o Templo o
tributo que deveria ser pago ao rei da Pérsia. Nesse caso, o profeta
Ageu estaria apoiando um movimento de rebelião contra o domínio persa."
Vejamos o que diz ainda estas outras citações:” Eu estou com vocês “1. No dia vinte e um do sétimo mês, a palavra de Javé foi dirigida por meio do profeta Ageu nestes termos: 2 Diga ao governador da Judéia, Zorobabel, filho de Salatiel, ao chefe dos sacerdotes, Josué, filho de Josedec, e ao resto do povo: 3 Entre vocês há algum sobrevivente que tenha visto esseTemplo no seu antigo esplendor? Que acham dele agora? Em comparação com o antigo, não lhes parece que este nem existe? 4 E agora, coragem, Zorobabel! - oráculo de Javé. Coragem, Josué, filho de Josedec, chefe dos sacerdotes! Coragem, povo todo da terra! É o que Javé diz. Mãos à obra, pois eu estou com vocês - oráculo de Javé dos exércitos - 5 conforme a palavra da Aliança que estabeleci com vocês, quando saíram do Egito.( Ag 2- 15).
II- QUE IMAGENS, NOÇÕES OU VISÕES DE DEUS, REVELAM ESTES TEXTOS DE RELEITURA DA ALIANÇA?
-
O texto de Isaías (54:4-10) e os textos de Jeremias (31:31-34 e
32:39-40) revelam um DEUS AMOROSO QUE MANTÉM A SUA FIDELIDADE NA ALIANÇA
estabelecida com Israel.
-
Um DEUS QUE CAMINHA JUNTO A SEU POVO e que EXIGE DESSE UM AGIR ÉTICO
para que possa receber suas bênçãos. Um Deus que corrige Israel quando
esse descumpre as clausuras da sua aliança.
-
UM DEUS QUE DESEJANDO REATAR SUA ALIANÇA quer a sua lei marcada no
coração para que Israel seja um povo santo exemplo para outras nações.
- Mas em Isaías 24,5 e 31,1, Javé: o profeta em nome de Javé está prometendo vingança: " Infeliz aquele que confia no cavalo...". Aí então a IMAGEM DE DEUS VINGADOR.
- Jeremias: O Senhor me disse: "Israel, a infiel,é melhor do que Judá, a traidora., -Jeremias: 12 “Vá e proclame esta mensagem para os lados do norte:"Volte, ó infiel Israel", declara o Senhor,"Não mais franzirei a testa cheio de ira contra você, pois eu sou fiel", declara o Senhor,"Não ficarei irado para sempre.
PS: Javé com sua promessa de amor e perdão.
- Em Miquéias: DEUS, DONO DA VINHA, busca uvas boas(bons frutos) só encontra uvas da infidelidade;
-Mq 7,7: DEUS SALVADOR, Deus que ouvirá. Javé é Luz 7,8; 7,9 contemplar a justiça de Deus.
Mq 14-17: PASTOR E LIBERTADOR, guia e protetor
Mq 8-20; ( pecado,castigo, conversão e restauração).
-Imagem
de DEUS AMOR, MISERICORDIOSO que perdoa os seus filhos quando se
arrependem; Deus que pune quando é desobedecido e não amado, trocado por
outros ídolos.
- Oséias 3:
Vá de novo e ame A IMAGEM DO HOMEM QUE AMA NOVAMENTE A MULHER amada de
outro , é utilizada para EXPRESSAR A INSISTÊNCIA DE JAVÉ NO
RELACIONAMENTO COM SEU POVO, que busca outras divindades ( cf. Jr 7,18;
44,19). Não ter contato com homem algum é aplicado à situação de Israel
no exílio, que está privado de suas instituições civis e religiosas.
Oséias 12-14:
Aqui os redatores unem as duas metáforas usadas anteriormente:
casamento e rebeldia do filho, que será destruído, a menos que se
converta (cap 13). A mulher arrependida voltará para seu marido e para
os seus pais(cap.12). O reflorecimento da natureza simboliza a
reconciliação entre marido e mulher ( cf.14,2-9).
Filho=Israel
rebelde, mulher é a esposa amada(Israel de Deus) e marido+Javé. Nos
textos seguintes, persebe-se a mão de Deus que punirá se não houver
retorno aos caminhos de Javé; mas, se houver retorno Javé é
misericordioso e bom para perdoar sua amada rebelde.
- Ezequiel: Javé SE APRESENTA COMO DEUS CIUMENTO, VIOLENTO E CASTIGADOR, pune os que seguem a idolatria. (Ez 20,1-21); Ez 30,5: Cuch, Fut, Lud, toda essa mistura de povo, Lub e os filhos da terra e da aliança cairão com eles pela espada. Ez 21,23: espada do rei , JAVÉ, PALAVRA DE DEUS.. Ez 20,37: cajado, aro da aliança. Ez 16,8: “Passei
por aí, vi você. Notei que estava na idade do amor. Então joguei meu
manto em seus ombros para cobrir tua nudez. Ez 16,59-62: JAVÉ PERDOA
OS PECADOS DE JERUSALÉM E ESTABELECE COM ELA NOVA ALIANÇA.
- JOEL: 4,17:
“ Eu sou JAVÉ, O DEUS DE VOCÊS, QUE MORO EM SIÃO meu Santo Monte. E
Jerusalém será santa. Estrangeiros nunca mais passarão por ela”.
- DANIEL: 2,43
” O barro que o rei viu misturado com barro significa que as pessoas se
juntarão por casamentos, porém não ligarão umas com as outras, assim
como o barro não se mistura com ferro”;
9,4-27 ...” DEUS CUMPRIDOR DA ALIANÇA e do AMOR PARA COM OS QUE O AMAM E OBSERVAM SEUS MANDAMENTOS”;
Daniel 11,17:
rei do norte faz acordo com rei sul para arruiná-lo dará sua filha em
casamento, mas não terá êxito; 11,22: aniquilará os inimigos,
vencendo-os o príncipe da aliança; 11,28: reino do norte retoma e seu
pensamento está voltado contra a Santa aliança; 30-32: cólera contra a
santa aliança. Abandono da Santa aliança, profanação do santuário,
abominação do sacrifício cotidiano, instalação do ídolo abominável.
III - QUAIS SÃO AS PALAVRAS / IDEIAS CHAVES QUE SURGEM?
ALGUMAS PALAVRAS : Deus
cumpridor da aliança/ aliança eterna e de paz/ santuário, videira
infiel, /Aliança, matrimônio, esposa infiel, /adultério, quebra da
aliança,/ profanação do santuário,/ Javé esposo, Israel esposa, Javé
perdoa, Javé ciumento, retorno a Javé, Israel(uvas boas/uvas de
infidelidade), Israel(filho rebelde), ama.
IDEIAS PRINCIPAIS:O
Israel de Deus de todos os tempos da história da humanidade, pode pecar
infinitas vezes, porém, se, se converter e voltar a amar Javé de todo
coração e abandonar os falsos ídolos, retornando para a casa de Deus,
para suas leis e sua Palavra, Javé estará pronto a perdoar e
estabelecer uma nova aliança com seus filhos amados, escolhidos e
eleitos por ele.
Todos
os profetas se preocupam com a questão da verdade/direito/justiça. nEm
Israel não há nada disso sem observar os estatutos da aliança, das
cláusulas da Toráh. no que diz respeito à aliança, duas vias são
inevitáveis e se estabelecem: a do acerto e da perdição. E para
relembrar o povo o caminho certo, os profetas relembram sempre os
grandes feitos de Deus tanto para exaltar- acerto e fidelidade, como
para punir- o erro e infidelidade. Esta postura não foi inventada, ela
vem da consciência da relação particular de Israel com o seu Deus. É a
natureza da proposta a que pressupõe uma prática. Não uma prática por
apego, mas por amor que fundamenta a eleição e aliança. Todo ensinamento
profético é orientador no sentido de abrir o ouvido do povo e o seu
coração para as normas e estatutos do contrato da aliança. Ensinamento
válido para todos no interior de Israel. A aliança nos profetas é vista sob o prisma matrimonial. Deus seu esposo, escolhe Israel sua esposa.
ISAÍAS: O
vínculo entre Israel e Deus se assemelha em intimidade e entrega e
fidelidade a um casamento/ A aliança entre Deus e Israel que é eterna e
indestrutível da parte de Deus./ O proceder de Israel em desacordo com
as clausuras da aliança leva aos efeitos punitivos previstos na
aliança./Deus por causa de seu amor sempre procura Israel para
restabelecer sua aliança./A lei de Deus deverá ser marcada no coração
para que Israel consiga ser fiel a Deus.
As
múltiplas situações de infidelidade, às exigências do amor de Deus
Israel acaba sempre reconhecendo o seu pecado e a necessidade de voltar
ao amor do seu Senhor, através da renovação do compromisso anterior .E o
Senhor que se manifesta sempre, que permanece fiel à sua Aliança de
amor, através do perdão e da declaração de novas promessas.
Mensagem: A
mensagem do profeta abrange três aspectos de sua existência, partindo
de três referências: (a- criação e eleição de um povo -Israel ; b-
aliança e dom da Toráh no Sinai; c- realização das promessas feitas aos
patriarcas e redenção messiânica e escatológica. Ele se orienta pelo que
já existe de revelação de Deus. Portanto, sua mensagem estabelece num
contexto de releitura. Ele mostra ao povo que Deus nunca desiste diante
da fragilidade humana e sempre voltará a propor nova aliança selada no
coração humano. )
CONCLUSÃO
Nesta
pesquisa, falar da história da Aliança é falar das vicissitudes do
relacionamento de Israel com o seu Deus da Aliança. Coube aos Profetas a
missão de anunciar os males que iriam certamente advir, tanto ao reino
do Norte como ao do Sul, coube também a eles, quer já durante o exílio
ou logo após, o anúncio de uma futura e prometida "restauração" do povo
de Deus. Já que a infidelidade do povo às Alianças, tanta vezes
renovadas, fora ocasião de uma quase total destruição, assim também, as
promessas da antiga Aliança só poderão agora vir a ser realizadas, para
um pequeno resto daquele povo e sob a realidade de uma nova ordem de
relacionamento com Deus, que com maior segurança traria a realização
das bênçãos e promessas de Deus. Deus nunca abandonará seu povo,seus
eleitos, estará com ele até o fim.
" 1
Mas agora assim diz o Senhor, aquele que o criou, ó Jacó, aquele que o
formou, ó Israel: "Não tema, pois eu o resgatei; eu o chamei pelo nome;
você é meu. 2 Quando você atravessar as
águas, eu estarei com você; quando você atravessar os rios, eles não o
encobrirão. Quando você andar através do fogo, não se queimará; as
chamas não o deixarão em brasas. 3 Pois eu
sou o Senhor, o seu Deus, o Santo de Israel, o seu Salvador; dou o
Egito como resgate para livrá-lo, a Etiópia e Sebá em troca de você. 4
Visto que você é precioso e honrado à minha vista, e porque eu o amo,
darei homens em seu lugar, e nações em troca de sua vida. 5 Não tenha medo, pois eu estou com você, do oriente trarei seus filhos e do ocidente ajuntarei você. 6
Direi ao norte: 'Entregue-os!' e ao sul: 'Não os retenha'. De longe
tragam os meus filhos, e dos confins da terra as minhas filhas; 7 todo o que é chamado pelo meu nome, a quem criei para a minha glória, a quem formei e fiz". ( Is 43,1-7)
Referências Blbliográficas:
-Bíblia de Jerusalém- Edição Pastoral´
-ttp://bíbliaecatequese.com/os-10-mandamentos-e-ai-vai-encarar/
-FABRIS, Rinaldo. Problemas E Perspectivas Das Ciências Bíblicas, Ed. Loyola, 1993.
-DOCKERY,
David S. Manual bíblico Teologia bíblica do Antigo Testamento. Atibaia:
Seminário Bíblico Palavra da Vida, São Paulo: Vida Nova, 2001.
-LASOR, William S., HUBBARD, David A., BUSH, Frederic W. Introdução ao Antigo Testamento, São Paulo: Vida Nova, 2003.
-AUTH, Romi. Teologia Bíblica da Aliança - EAD.
-Bíblia Sagrada Edição Pastoral, Paulus
-Textos e filmes propostos
-Brito, Jacil Rodrigues de “Vós sereis o meu povo e eu serei o vosso Deus.” Teologia da Aliança. São Paulo. Paulinas. 2004
-Texto em PDF: “Releitura da Teologia da Aliança no Primeiro Testamento.”
-Auth, fsp Ir. Romi “Teologia da Aliança.”
-Vídeo “Teologia da Aliança.” Equipe do SAB.
-Viagem pela Bíblia. Primeiro Testamento.
-Bíblias TEB e Nova Bíblia Pastoral.